RADIO TAJENOJE

Dec 1, 2016

Culto fúnebre


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O CULTO FÚNEBRE
Instruções para o ministro
Tão logo o ministro receba a notícia da morte de um membro de sua igreja, deverá ir imediatamente ao lar do falecido para oferecer sua ajuda e consolo espiritual aos parentes.
O ministro averiguará discretamente os planos da família para o sepultamento, e ajudará em tudo o que for possível. Pode fazer qualquer sugestão que lhe pareça pertinente, sempre com total cuidado em agir com tato e sensibilidade.
Um detalhe que deve ficar bem claro é o lugar e a hora do sepultamento, e se a cerimônia vai ser realizada na igreja, no lar ou em uma capela mortuária.
Se o ministro conhece bem a família, evitará a todo o custo que eles tenham gastos excessivos, como acontecem com freqüência quando as emoções intensas tomam conta do coração e dos sentidos.
O culto fúnebre é uma oportunidade digna da maior consideração e meditação, ideal para se levar a um público heterogêneo a mensagem de esperança e salvação no Senhor Jesus Cristo. Mas isto deve ser feito com a sensibilidade que a ocasião requer, e não como uma campanha evangelística.
Portanto, a mensagem deve ser breve, simples e fácil de ser compreendida, para não se perder seu objetivo primordial: consolar a família do falecido, e levar os assistentes a um momento de meditação sobre o futuro encontro com Deus.
Para o culto em casa ou na igreja, o ministro chegará na hora indicada, e não começará a cerimônia até receber autorização da família. O ministro deverá ter preparado antecipadamente o programa do culto.
Temas e textos para mensagens

Cantor gospel morre, vai ao céu e conta o que viu

Nov 23, 2016

O TAPETINHO VERMELHO

Tapetinho vermelho

Uma senhora muito simples morava em uma casinha bem humilde com a sua neta, que estava muito doente. Apesar de todos os cuidados, a menina piorava a cada dia e já não conseguia mais sair da cama. Como não tinha dinheiro para chamar um táxi e levar a neta ao médico, a mulher decidiu deixá-la sozinha e ir a pé até a cidade em busca de ajuda.
Ao chegar ao único hospital público da região, a senhora ouviu das enfermeiras que os médicos não poderiam ir até sua casa; era ela quem deveria trazer a menina para ser examinada e medicada. Desesperada e sem saber o que fazer, a avó saiu do hospital e passou a andar sem rumo certo. Ao passar em frente a uma igreja, ela resolveu entrar. Algumas senhoras estavam ajoelhadas fazendo suas orações e a avó também se ajoelhou. Ela ouviu as orações daquelas mulheres e, assim que pôde, levantou um clamor a Deus, dizendo:
Oi, Senhor, sou eu, a Judite. Olha, Deus, a minha netinha está lá em casa, muito doente. Eu gostaria que o Senhor fosse até lá para curá-la, por favor. Anote o meu endereço, Deus: Alameda das Oliveiras, número 3.
As outras mulheres estranharam a forma com que aquela senhora orava, mas continuaram ouvindo.
Não tem erro, Deus. É só o Senhor seguir o caminho de terra batida e, quando passar a ponte do riacho, o Senhor pega a terceira estradinha de pedra. Passando a vendinha do Sr. Luiz, a minha casa é o último barraquinho da rua.
Naquele momento, as mulheres ao lado já não oravam. Elas só conseguiam prestar atenção na senhora e se esforçavam para não rir muito alto... A avó da menina, porém, não se importou com aquilo e prosseguiu em sua conversa com Deus:
 _ Olha, Senhor. Eu tranquei a porta da frente, mas a chave fica debaixo do tapetinho vermelho. É muito fácil encontrar. Por favor, Deus, cure a minha netinha. Desde que meu marido e minha filha foram morar aí no céu, ela tem sido a minha única alegria. Obrigado.
E quando todas haviam pensado que a oração da idosa tinha terminado, ela complementou:_ Ah! Deus, por favor, não se esqueça de trancar a porta e devolver a chave debaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar em casa! Até mais.
Assim que dona Judite foi embora, as outras senhoras da igreja soltaram o riso e fizeram várias piadas sobre a sua oração. Uma delas disse:
Como pode uma pessoa nessa idade não saber fazer uma oração decente!? E voltou a rir.
Porém, dona Judite teve uma grata surpresa ao chegar em casa: a neta havia saído da cama e estava sentada no chão da sala, brincando com suas bonecas. Muito alegre, a avó perguntou à menina:
Minha neta, você já está de pé?
E a garotinha, olhando com carinho para a avó, respondeu:
Um médico esteve aqui, vovó. Ele entrou no meu quarto, me deu um beijinho na testa e disse que eu iria ficar boa logo. E não é que eu fiquei boa mesmo!? Ai, vovó... Aquele médico era tão bonito, sua roupa era tão branquinha que parecia brilhar. Ah, ele mandou dizer pra senhora que foi muito fácil achar a nossa casa e que ia deixar a chave debaixo do tapetinho vermelho, do jeito que a senhora pediu.
"Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus" (Romanos 8:26-27).
Fonte: http://www.pastorantoniojunior.com.br/mensagens-evangelicas/tapetinho-vermelho-historias-para-reflexao#ixzz4Qw5Gg8eC

O VESTIDO AZUL

Vestido azul

Em um povoado muito pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita, mas sua mãe parecia não ter muito cuidado e a criança quase sempre andava suja. Além disso, suas roupas eram velhas e maltratadas. A garotinha estudava na primeira série da escola local e certo dia, seu professor ficou sensibilizado com a sua situação. Ele pensou:
_ Como é que uma criança tão bonita quanto essa pode vir tão desarrumada para a escola?
No final daquele mês, assim que recebeu o seu salário, o professor tomou uma decisão: foi até uma loja, comprou um vestido azul e deu de presente à menina. E ela ficou ainda mais linda naquele vestido! Ao ver a filha vestida daquele jeito, a mãe percebeu o quanto era ruim mandar a garota para a escola tão suja e despenteada. Assim, passou a dar banho nela todos os dias, pentear seus cabelos, cortar as unhas, escovar os dentes... Naquele mesmo final de semana, o pai da menina disse à esposa:
_ Querida, você não acha vergonhoso que a nossa filhinha, sendo tão bela e arrumada, more em uma casa como esta, toda suja e caindo aos pedaços? Vamos combinar uma coisa: você cuida da faxina e eu, nas horas vagas, vou pintar as paredes, arrumar a cerca e dar um jeito no jardim.
Passado algumas semanas, a casa da família da garotinha do vestido azul se destacava na vila! As flores que enchiam o jardim e a limpeza do quintal eram uma atração para todos que passavam ali. Diante disso, os vizinhos da menina ficaram constrangidos por morar em casas mal acabadas e feias e decidiram também pintar as fachadas, plantar árvores e flores...
Em pouco tempo, toda a vila estava transformada; nem parecia a mesma de meses atrás. Então, um senhor muito influente na região percebeu a dedicação daquela comunidade e achou que ela merecia um auxílio das autoridades locais. Foi até o prefeito e contou a ele tudo o que estava acontecendo. O senhor saiu da prefeitura com uma autorização para formar uma comissão para avaliar quais eram as melhorias que aquela vila precisava. No final do mesmo ano, o chão de terra foi substituído por asfalto, o esgoto a céu aberto foi canalizado, as ruas receberam iluminação pública e até uma bela praça foi construída em frente à igreja.
Vendo aquela vila tão bem cuidada e tão bela, quem poderia pensar que tudo aquilo começou com um vestido azul? O professor tinha apenas a intenção de ajudar a garotinha, mas acabou fazendo um bem muito maior: transformou a vida de uma população inteira!
Quando nós fazemos o bem às pessoas, muitas vezes não percebemos a mudança que causamos. Você já ouviu falar da teoria "Efeito Borboleta"? No ano de 1963, um cientista chamado Edward L. analisou uma teoria que ficou conhecida como "Efeito Borboleta". Segundo ela, o bater das asas de uma simples borboleta poderia mudar o curso natural das coisas e talvez, até provocar um furacão do outro lado do mundo! Já imaginou isso? Por isso reflita: se até o movimento das asas de um inseto tão pequeno, pode, teoricamente, causar tamanhas consequências, será que conseguimos medir o que uma simples atitude nossa, pode influenciar na vida de uma pessoa?
alvez uma oração, uma palavra amiga, um telefonema, um sorriso, um aperto de mãos, uma lágrima nos olhos etc. Não importa o gesto. Devemos sempre acreditar que pequenas atitudes podem causar grandes transformações! A cada dia Deus nos dá novas chances de fazermos o bem para os outros. A Bíblia diz que "somos cooperadores de Deus" (1 Co 3:9). Ou seja, Ele quer nos usar para realizar Sua obra aqui na Terra. Deus não fará nada que esteja ao nosso alcance, mas Ele nos capacitará para fazermos a diferença neste mundo tão carente de amor!

A ÁRVORE QUE CHORAVA

A árvore que chorava | Histórias para reflexão

Todos os dias um grupo de anjos deixa o céu e sai pelo mundo com o objetivo de ajudar os filhos de Deus. Certo dia, logo nas primeiras horas da manhã, um desses anjos, ao passear pela terra, escutou um choro angustiado vindo de um campo. Então ele resolveu descer, acreditando se tratar de algum ser humano em apuros. No entanto, ele se surpreendeu ao ver que quem chorava, na verdade, era uma árvore. Preocupado, o anjo perguntou a ela:
_ Por que você está chorando desse jeito, dona árvore?
Ao que a árvore respondeu:
_ Estou chorando porque, junto com esse dia que começa agora, começa também o meu sofrimento.
O anjo continuou com o interrogatório:
_ Sofrimento? E o que te fazer sofrer? É o calor do sol que te incomoda?
_ Não, anjo. O sol me faz muito bem. Respondeu a árvore.
_ Então o que é? Insistiu o anjo, tentando entender aquele sofrimento.
A árvore, então, abriu o seu coração e foi sincera:
_ O que tem me causado tanta dor são as pessoas, desde as crianças até as mais velhas. Elas atiram pedras em mim o tempo todo. Confesso que não consigo entender o porquê de tanta agressividade, já que eu faço tudo que posso para agradá-las.
E continuou lamentando:
_ Só Deus sabe o tamanho do esforço que faço para produzir frutos deliciosos para essa gente, mas, ainda assim, sou apedrejada. Elas não gostam de mim, então não tem porque eu viver. Quem dera um raio caísse em cima de mim e acabasse de vez com toda essa dor!
O anjo do Senhor, então, sorriu aliviado. Em seguida, disse à árvore:
_ Ah... Então é isso!? Você está enganada em relação ao sentimento das pessoas por você. A verdade é que elas gostam muito de você e dos seus frutos, por isso atiram as pedras: para pegar os seus frutos!
_ Será, anjo? Perguntou a árvore bastante surpresa.
_ É claro que sim, minha amiga. Você tem abençoado a vida delas. Existe uma frase muito antiga criada pelos homens que fala exatamente sobre o que você está vivendo. Sabe como é?
_ Não, não sei.
_ Eles dizem: "Ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto". Então, se alegre minha amiga, porque se você está sendo apedrejada, é porque você está produzindo algo muito bom!
Quantas vezes nós sofremos e choramos quando somos "apedrejados" pelas pessoas, não é mesmo? Isso nos entristece e nos leva a pensar se realmente temos valor. No entanto, assim como essa árvore, precisamos entender que as pedras atiradas em nós, revelam que estamos no caminho certo, produzindo bons frutos. E o melhor de tudo: Deus está vendo a intenção do nosso coração e Ele promete nos abençoar cada vez mais se formos obedientes à Sua Palavra. A Bíblia diz: "O justo é como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!" (Salmos 1:3)

A cadeira vazia |

Cadeira vazia


O pai de uma jovem da igreja estava muito doente, por isso, a moça pediu para que seu pastor fosse visitá-lo no hospital. Quando entrou no quarto do enfermo, o pastor se deparou com o idoso deitado na cama, com a cabeça apoiada em dois travesseiros. Ao seu lado direito, havia uma cadeira vazia. Ao ver aquela cadeira vazia ao lado da cama, o pastor pensou que o homem estava esperando a sua chegada. Então ele disse:
_ Acredito que o senhor estava me esperando...
Mas o idoso respondeu:
_ Na verdade, não. Eu nem sei quem é o senhor. Quem é você?
Disse o pastor:
_ Meu nome é Gilmar e eu sou o pastor da sua filha. Foi ela quem pediu para que eu viesse aqui orar pelo senhor e quando me deparei com a cadeira vazia, pensei que soubesse que receberia a minha visita.
Com a voz enfraquecida, o pai da jovem começou a falar:
_ Ah, essa cadeira? Ela tem uma história...
_ Então me conte, meu amigo! Interrompeu o pastor.
O senhor prosseguiu:
_ Eu nunca soube orar em toda a minha vida. Na verdade, eu nunca quis aprender, pois sempre achei que Deus estava muito longe de mim, resolvendo coisas mais importantes.  Até que um dia um amigo cristão me falou: "Orar é conversar com Jesus. Quando você quiser falar com Ele, sente-se em uma cadeira e coloque a outra na sua frente. Pense que Jesus está sentado nessa cadeira e, então, comece a conversar".
Antes que o pastor pudesse falar algo, o senhor continuou:
_ Eu gostei muito daquela ideia e, desde então, converso com Jesus durante duas ou três horas por dia. Eu sempre tomo cuidado para ninguém ver, principalmente a minha filha, porque é perigoso ela me internar em um hospício. Brincou ele...
O pastor se simpatizou com aquele homem e eles ficaram conversando por horas. Por fim, oraram juntos e o pastor Gilmar voltou para casa. Três dias depois, a filha do homem doente comunicou a igreja que seu pai havia falecido naquela tarde. O pastor, então, lhe perguntou:
_ Ele morreu em paz?
A jovem, com os olhos cheios de lágrimas, respondeu:
_ Creio que sim, pastor. Creio que ele morreu em paz. Pouco antes de partir, ele me deu um beijo e disse que me amava. Tive que sair do quarto por alguns minutos e, quando voltei, ele já havia falecido. Só uma coisa me deixou intrigada, pastor...
_ O que foi, minha filha? Perguntou.
_ O senhor se lembra daquela cadeira que ele insistia em deixar ao lado de sua cama? Então... Ele arrastou para bem perto da cama e morreu com a cabeça encostada nela.
O pastor não conteve o sorriso e disse àquela moça:
_ Louve a Deus por isso, menina!
_ Por que, pastor?
_ Por que ele morreu no colo de Jesus!
"Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8:38-39).

Um copo de leite e biscoitos

Copo de leite


Certa vez, um jovem pobre que vendia bombons de porta em porta para juntar dinheiro para seus estudos, estava com muita fome. Ele havia passado o dia todo na rua e, como só havia ganhado uma moeda, ficou o dia inteiro sem comer.
Sem forças para seguir em frente, o rapaz decidiu que, em vez de tentar vender os bombons, iria pedir um pedaço de pão ou um pouco de comida na próxima casa que batesse. No entanto, ele ficou com vergonha ao ver que uma jovem linda atendeu a porta. Então, em vez de pedir algo para comer, ele pediu apenas um copo d'água. A moça percebeu que o jovem estava com fome e lhe trouxe um grande copo de leite e alguns biscoitos que sua mãe havia feito. Ele comeu e bebeu bem devagar, depois perguntou:
_ Quanto te devo, moça?
E ela respondeu:
_ Nada. Você não tem que me pagar nada. Meus pais me ensinaram a ajudar o próximo.
Sem jeito, o garoto agradeceu:
_ Nossa, muito obrigado então. Agradeço a você e seus pais. Deus abençoe!
O jovem deixou aquela casa não só com a barriga cheia, mas também com a fé renovada! Ele voltou a acreditar em Deus e na bondade das pessoas. Antes daquele copo de leite e dos biscoitos, ele havia decidido que iria abandonar o sonho de fazer faculdade de Medicina por causa das dificuldades que estava vivendo, mas aquele gesto de bondade o reanimou.
Dez anos mais tarde, aquela moça ficou doente e os médicos locais não sabiam o que fazer, já que a doença era muito grave... Então, decidiram encaminhá-la para o hospital da cidade grande. O médico de plantão naquele dia era o Dr. Mario Silveira, um dos maiores especialistas do país naquela área. Quando ele soube que a moça vinha do povoado onde ele cresceu, algo tocou o seu coração e, rapidamente, foi ver a paciente.
O médico, então, reconheceu aquela moça e, imediatamente, começou a fazer tudo o que podia para salvar sua vida. O Dr. Mário passou também a dedicar seus dias de folga para dar mais atenção à paciente. Porém, ele não disse nada a ela sobre o encontro que tiveram há dez anos.
Depois de muita luta, enfim, conseguiram vencer a doença! Ao receber alta, ela foi para casa feliz, mas com o coração apertado, pois imaginava que teria que trabalhar o resto da vida para pagar aquele tratamento tão longo e caro. Quando ela entrou em seu quarto, sentou na cama e abriu a carta de cobrança do hospital, os seus olhos se encheram de lágrimas com o que estava escrito naquele papel:
Tratamento 100% pago, há muito anos, com um copo de leite e um prato de biscoitos - Assinado: Dr. Mário Silveira.
Só então aquela mulher se lembrou do menino que havia batido em sua porta em busca de um copo d'’água. À partir daí, ela passou o resto de sua vida ajudando crianças carentes que não tinham condições de ter um futuro melhor.
"Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãosSe alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade" (1 João 3:16-18)

Um ato de amor

Ato de amor

 | Histórias para reflexão

Na década de 1960, no auge da Guerra do Vietnã, um orfanato situado em uma aldeia administrada por missionários foi atingido por um bombardeio. Dezenas de crianças morreram na hora e muitas outras ficaram feridas. Entre elas estava uma menina de oito anos, em estado muito grave. Essa criança precisava de sangue com urgência, mas rapidamente os médicos missionários descobriram que ninguém da equipe era compatível com aquele tipo sanguíneo.
Então, eles se reuniram com os moradores da aldeia e com a ajuda de um intérprete, explicaram a situação da menina. Contudo, a maioria dos moradores não podia doar sangue, devido ao seu estado de saúde. Depois de testarem o tipo sanguíneo dos poucos candidatos, a equipe médica chegou à conclusão de que somente um menino tinha condições de ajudar a criança.
Após realizarem os procedimentos necessários, deitaram o garoto em uma cama ao lado da menina e inseriram uma agulha em sua veia. Enquanto o sangue era coletado, ele continuava quietinho, com os olhos fixos no teto. Depois de alguns minutos, o menino deu um pequeno soluço e com a mão que estava livre, tapou o rosto tentando esconder as lágrimas. O médico, então, pediu para o intérprete perguntar ao menino se ele estava sentindo dor. Ele respondeu:
_ Não, moço. Pode continuar.
Porém, não demorou muito para que o soluço e as lágrimas voltassem. Preocupado, o missionário pediu para ao intérprete para descobrir o que estava fazendo aquele garotinho chorar. O enfermeiro conversou tranquilamente com ele e, em seguida, explicou ao médico o porquê do choro:
_ Ele achou que ia morrer. Ele não tinha entendido direito o que você disse e estava achando que ia ter que doar todo o seu sangue para a menina não morrer.
Espantado, o médico missionário se aproximou da criança e, com ajuda do intérprete, perguntou:
_ Se você achava que iria morrer, por que se ofereceu para doar seu sangue?
Com o coração cheio de amor, o menino respondeu:
Porque ela é minha amiga e eu preferia morrer no lugar dela.
Esse menino foi àquele lugar determinado a salvar a vida da amiga, mesmo achando que para isso, teria que morrer. Do mesmo modo, Jesus veio à terra para salvar as nossas vidas. Ele sabia que teria que derramar o Seu sangue numa cruz, mas mesmo assim não pensou duas vezes em fazê-lo. O Seu amor pela humanidade e o desejo de nos salvar foi muito maior do que o medo da morte.
"Dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda seremos salvos da ira de Deus por meio dele!" (Romanos 5:7-9)
"Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos" (1 João 3:16).