Oct 8, 2009

ESTUDOS SOBRE JUÍZES E RUTE

Juízes & Rute



Juízes (Jz)


Autor: Desconhecido


Data: Entre 1050 e 1000 aC



Autor


O autor de Juízes é desconhecido. O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel. Este bem pode ter escrito partes do Livro, já que se afirma que era um escritor (1Sm 10.25).




Data


O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia. A data real da composição do livro é desconhecida. No entanto, evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi, cerca de 1050 a 1000 aC. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias, não havia rei em Israel” (17.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei. 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5.6,7).






Contexto Histórico


Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. Sob a liderança de Josué, Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã, mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21.25). Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos, o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor. Em conseqüência, o Senhor os entregava nas mãos dos opressores. Cada vez que o povo clamava ao Senhor, este, com fidelidade, levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo. Estes juizes, a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito, eram militares e civis. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã, liderada por Josué, registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes, mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel.






Conteúdo


O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1.1-3.6) 2) narrativas (3.7-16.31); e 3) epílogo (17.1-21.25). A primeira parte do prólogo (1.1-2.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem. Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1.1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2.1-5). A segunda parte do prólogo (2.6-3.6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro, que são as narrativas. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período, um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia, opressão, arrependimento e libertação.


A parte principal do livro (3.7-16.31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia); o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão); o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento); e, em resposta ao seu clamor, o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação). Seis indivíduos— Otniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão—, cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes, são classificados como “juízes maiores”. Seis outros, que são mencionados rapidamente— Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom—, são conhecidos como “juízes menores”. Um décimo terceiro personagem, Abimeleque, está vinculado à história de Gideão.


Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17.1—21.15) na forma de um epílogo. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes, mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor, a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá, no território de Benjamim, e a conseqüente guerra benjamita. Aparentemente, o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”.






O Espírito Santo em Ação


A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período. Os seguintes atos heróicos de Otniel, Gideão, Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor:






O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim, rei da Síria.


Através da presença pessoal do Espírito do Senhor, Gideão (6.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas. Literalmente, o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo.


O Espírito do Senhor equipou Jefté (11.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.


O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13.25). O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.6). Certa vez matou trinta filisteus (14.19) e, em outra ocasião, livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.14,15).






O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.






Esboço de Juízes






I. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.1-3.6






Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1.1-26


Conquista incompletas da terra 1.27-36


A aliança do Senhor é quebrada 2.1-5


Introdução ao período dos juízes 2.6 –3.6






II. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.7-16.31






Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3.7-11






B) Opressão moabita por meio de Eúde 3.12-30


C) Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3.31






Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4.1-5.31


Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.1– 8.35


Breve reinado de Abimeleque 9.1-57


Carreira de Tola como Juiz 10.1,2


Carreira de Jair como Juiz 10.3-5


Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10.6 –12.7


Carreira de Ibsã como juiz 12.8-10


Carreira de Elom como juiz 12.11,12


Carreira de Abdom como juiz 12.13-15


Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13.1-16.31






III. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17.1-21.25






Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17.1 –18.31


Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.1-21.15






Fonte: Bíblia Plenitude










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Juízes & Rute







Rute (Rt)


Autor: Desconhecido (Samuel)


Data: Entre 1050 e 500 aC






Autor


Os estudiosos discordam quanto à data do livro, porém o seu cenário histórico é evidente. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes, sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC).


A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc. XI aC. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC), há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. É razoável supor que Samuel, que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono, tivesse redigido o livro. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel, e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas, oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que, em Israel, indagassem pelo passado familiar do seu rei.






Cristo Revelado


Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute, dá testemunho eloqüente a respeito disso. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2.19). Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre, antecipando em muitos séculos a sua graça redentora. Como nosso “parente chegado”, ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1.14; Fp 2.5-8)






Esboço de Rute






I. Ima família hebraica em Moabe 1.1-22






Sofrimento de Noemi 1.1-5


Dedicação e promessa de Rute 1.6-18


Retorno a Belém 1.19-22






II. Uma mulher humilde no campo da colheita 2.1-23






Rute no campo de Boaz 2.1-3


Generosidade e proteção de Boaz 2.4-17


Noemi reconhece a bondade de Deus 2.18-23






III. Um matrimônio planejado 3.1-18






Orientação de Noemi 3.1-5


Obediência de rute 3.6-13


Recompensa pela obediência 3.14-18






IV. Parente e remidor 4.1-22






Boaz, o remidor escolhido por Deus 4.1-12


Casamento de Boaz com Rute 4.13


Benção de Deus sobre Noemi 4.14-17


Genealogia de Davi 4.18-22






.Fonte: Bíblia Plenitude






Juízes


Rute