May 3, 2011

SÉRIE ESTUDO SOBRE A ESCATOLOGIA- COM O PASTOR RODRIGO MACHADO – Setenta semanas de Daniel

 

 

AS SETENTAS SEMANAS DE DANIEL

No capitulo nove de Daniel esta uma das mais importantes Profecias que devemos estudar na Escatologia, e diz a respeito das SETENTAS SEMANAS DE DANIEL, Para se fazer um estudo completo do Apocalipse, grande tribulação, ou qualquer outro assunto que fale sobre o tempo do fim Daniel 8:17 e necessário primeiro estudar as setentas semanas de Daniel, pois esta e uma profecia indispensável a Escatologia.

PARA QUEM ESTA DETERMINADO AS SETENTA SEMANAS

Em Daniel 9:24 diz: Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo ( ISRAEL ), e sobre a tua santa cidade. Esta parte das escrituras afirma que este período de tempo irá se cumprir sobre o povo Judeu ( O teu povo ) e sobre a cidade de Jerusalém ( a tua santa cidade ). Portanto esta profecia é destinada toda ela para Israel, sendo assim lembramos o leitor " NÃO SE DEVE CONFUNDIR ISRAEL COM IGREJA "

CONDIÇÕES PARA A PROFECIA SE CUMPRIR

Esta profecia de Daniel 9:24-27, esta determinando condições para seu fiel cumprimento: 

· As setentas semanas estão determinadas para o povo Judeu.

· A Judeus necessitam estar em Jerusalém ( cidade Santa )

Portanto se o povo Judeu saísse de Jerusalém, ou perdessem a posse da cidade santa, esta profecia seria interrompida, do mesmo modo os Judeus primeiramente necessitam ser um povo, uma nação, pelo contrario esta profecia teria que ser interrompida; Deixamos bem claro as condições desta profecia, pois iremos analisar a mesma levando isto em consideração.

SETENTA SEMANAS DE ANOS

Como todos sabem uma semana é constituída de sete dias, mas estas semanas que a profecia de Daniel se refere ao invés de DIAS, são ANOS, ou seja para cada dia da semana se conta um ano, que desta forma para cada semana teremos sete anos no lugar de sete dias, formando assim uma semana de anos

No velho testamento era comum o uso de semana de anos Levítico 25:8, Ezequiel 4:6, Gênesis 29:20 a 28. Setenta semanas de dias comuns são iguais a 490 dias, e de acordo com o Vers.25 deste capitulo, as escrituras demonstram que desde a ordem para restaurar e edificar Jerusalém ate o Messias ( Cristo ) teria 69 semanas, o que é relativo a 483 dias de semanas comuns, ou seja, semanas de 7 dias, e isto não aconteceu, pois da ordem para edificar Jerusalém ate Cristo, teve uma duração maior de 400 anos, portanto é impossível que estas semanas sejam de dias comuns, o que deixa claro que esta profecia se refere a SEMANAS DE ANOS.

As 70 semanas tiveram seu inicio quando saiu a ordem para restaurar e edificar Jerusalém ( Neemias 2 ), o que aconteceu aproximadamente no ano 445 a.C. ; Se contarmos a partir desta data até a morte de Cristo na Cruz, aconteceram aproximadamente 483 anos, o que nos leva a concluir com certeza que esta profecia se trata de semanas de anos, e nunca de semanas de dias.

AS TRES DIVISÕES DAS SETENTAS SEMANAS

De acordo com Daniel 9:24-27, as setentas semanas se dividem em três partes:

· 07 Semanas

Daniel 9:25

49 anos

· 62 Semanas

Daniel 9:25

434 anos

· 01 Semana

Daniel 9:27

7 anos

A PRIMEIRA DIVISÃO SETE SEMANAS 49 ANOS

De acordo com Daniel 9:25, Jerusalém seria edificada e restaurada da destruição que o império Babilônico causou a santa cidade ( Daniel 1:1,II Reis 24:1 ), esta ordem foi dada pelo Rei Ataxerxes a Neemias aproximadamente no ano 445 a.C., e nesta mesma data iniciou-se a contagem da primeira divisão, e terminou aproximadamente no ano 397 a.C., o que é relativo a 49 anos ( 7 semanas de anos ), onde no final deste período a santa cidade estava totalmente reconstruída .Daniel 9:25. Esta palavra se cumpriu literalmente no período previsto.

A SEGUNDA DIVISÃO SESSENTA E DUAS SEMANAS 434 ANOS

A segunda divisão tem inicio aproximadamente no ano 397 a.C. e vai ate os dias da pregação dos apóstolos de Cristo ( Messias ), neste período o Cristo iria nascer, morrer, e logo após Jerusalém seria invadida e destruída pelo Império Romano, o que de fato acorreu de forma literal em todos os sentidos. Daniel 9:25-26.

A TERCEIRA DIVISÃO UMA SEMANA 7 ANOS

A terceira divisão, a última das setentas semanas de Daniel é ainda futura, ainda não se cumpriu, devido o povo Judeu não estar na cidade santa ( Daniel 9:24 ), e como já foi escrito, esta profecia irá se cumprir sobre o povo Judeu, e este povo precisa estar na cidade santa, e como mostramos na segunda divisão, os Romanos invadiram Jerusalém aproximadamente no ano 70 d.C, e expulsaram os Judeus da santa cidade, e os mesmos foram dispersos para muitas nações ( Ezeq. 36:19-20, S. Lucas 21:24 ), e nesta data esta profecia teve de ser interrompida na sua 69º semana, pois o povo Israelita não se encontrava na cidade de Jerusalém, e para que esta profecia se cumpra é necessário que o povo do Profeta Daniel ( Judeus ) estejam em Jerusalém. Esta última semana não pode ter se cumprido em hipótese alguma, pois nesta última semana ( 7 anos ) os Judeus iriam fazer um acordo com o assolador ( anticristo ), e este assolador seria destruído, porém isto ainda não aconteceu, Israel ainda não fez este acordo com o inferno ( Isaías 28:15-18 ), e muito menos o anticristo foi destruído, sendo assim posso afirmar que esta última semana de Daniel ainda não se cumpriu, esta profecia permanece interrompida. 

Esta última semana só irá iniciar quando acabar o TEMPO DOS GENTIOS ( São Lucas 21:24 ), este período de que falou o Senhor Jesus Cristo, é o tempo em que Deus separou para salvar os Gentios, e converte-los a Cristo sem pecado algum, mediante a morte do Senhor na Cruz, é o período em que a Graça de Deus é oferecida aos pecadores, e se esta última semana não fosse interrompida, com certeza as setentas semanas de Daniel já estariam totalmente cumpridas, e desta forma não haveria salvação para ninguém, e este é o maior motivo pelo qual esta profecia foi interrompida, Cristo Jesus queria Salvar a todo aquele que nele Crer, antes do verdadeiro desastre que esta última semana trará ao mundo, antes que o anticristo venha assombrar a todos, isto mostra o amor de Deus em seu ponto máximo. E antes que esta última semana tenha seu inicio, o tempo dos Gentios irá se cumprir com o arrebatamento da igreja, com a salvação plena daqueles que aceitaram a Cristo, com um dos maiores propósitos de Deus sendo alcançado. 

Como já foi escrito Jerusalém foi invadida pêlos romanos aproximadamente no ano 70 d.C, e os Judeus foram dispersos para todas as nações da terra ( S. Lucas 21:24 ), mas no dia 14/05/48, os Judeus começaram a voltar para a santa cidade, neste mesmo dia se cumpriu a profecia de Isaías 66:8, que diz que num só dia a nação Judaica seria criada, a partir desta data centenas de Judeus retornam a sua Pátria mês a mês, e vários recursos estão sendo criados para que em breve todos os Judeus estejam na santa cidade, para que se tenha inicio a última das setentas semanas, e com isto a igreja de Cristo seja finalmente arrebatada aos Céus.

Na verdade os Judeus já residem na cidade santa, porém não tem o domínio de Jerusalém, em nossos os Judeus não tem posse de toda a cidade, eles a dividem com os palestinos que querem ter domínio de toda Jerusalém e em troca darão a paz que os Judeus procuram, guerras e mais guerras acontecem no oriente, pois satanás procura impedir que esta profecia se cumpra; E foi tentando impedir que os Judeus retornassem a Jerusalém que Hitler tentou exterminar o povo Judeu na segunda guerra mundial. 

A última semana de Daniel terá a duração de 7 anos, que será dividida em duas partes de três anos e meio Daniel 9:27 , Apocalipse 11:1 a 3, Apocalipse 12:6 e 14, Apocalipse 13:5, onde: 

· Quarenta e dois meses

é igual a três anos e meio

· Mil duzentos e sessenta dias

é igual a três anos e meio

· Tempo e tempos e metade de um tempo

é igual a três anos e meio

Onde o assolador de Daniel 9: 27 é o anticristo, que fará um concerto com Israel por sete anos ( uma semana ), São João 5:43 e Isaías 28:15 a 18 , e na metade da semana ( três anos e meio ) irá quebrar o concerto com os Judeus. 

A 70º Semana de Daniel também é chamada de grande tribulação ( São Mateus 24:21 ) que terá a duração de sete anos, dividida sem duas partes de três anos e meio ) com isto reforçamos que a igreja não irá passar pela grande tribulação, pois como já foi escrito este período e para o povo Judeu e não para a igreja, como esta escrito: " Setentas semanas estão determinadas sobre o teu povo, e a tua santa cidade. " Daniel 9:24

SÉRIE ESTUDO SOBRE A ESCATOLOGIA- COM O PASTOR RODRIGO MACHADO – Introdução a escatologia

 

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Introdução
“ENTRETANTO, o Espírito Santo nos diz claramente que nos últimos tempos alguns na igreja se desviarão de Cristo e se tornarão seguidores de mestre com idéias de inspiração diabólica” ITm. 4.1. Alguns falsos ensinadores têm introduzido no meio do povo de Deus ensinos deturpantes sobre as coisas que ainda hão de acontecer. Ë de se lamentar que essas heresias têm desviado muitos cristão que por sua vez perdem o gosto pelo verdadeiro ensino, contido nas Sagradas Escrituras, concernente ao futuro.
O estudo da Escatologia requer muita atenção e cuidado para não entrar na classe dos falsos mestres que Paulo enfatizou que, nos últimos tempos surgiriam.
Não é difícil o estudo sobre Escatologia, desde que o estudante dedicado busque a orientação de Deus que por sua vez iluminará a mente do seu discípulo. Uma coisa é certa: o Espírito Santo é o único e verdadeiro intérprete que merece toda a nossa confiança, no que tange a todo o conteúdo plausível da Bíblia Sagrada, o Livro de Deus.
I – DEFININDO O TERMO ESCATOLOGIA.
O termo escatologia deriva de duas palavras gregas: escathos e logos, que se traduzem por “últimas coisas” e “estudo” ou “tratado”. É o estudo ou doutrina das últimas coisas. É chamada bíblica, no nosso caso, porque ela pode ser extrabíblica.
No estudo da escatologia bíblica, é de caráter fundamental, Ter o cuidado em não apresentar falsas interpretações, evitando, com isso, questionamento e especulações. Deus nos adverte dizendo que devemos “manejar bem a Palavra da verdade.”(II Tm.2.15). “Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará”.(Hc.2.3).
II – ENTENDENDO O CAMPO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA.
Littera scripta manet – “a palavra escrita permanece”, disse Horácio na Roma Antiga a mais de 2.000 anos atrás. O que caracteriza o vislumbre do cumprimento das profecia no palco da escatologia, é a maneira de como Deus trabalha para mostrar a sua vontade, revelada na palavra escrita. Este trabalho consiste em ampliar a revelação divina, nos dando a entender que a palavra escrita continua em pé, revigorada pela forte atuação e inspiração do Espírito Santo de Deus. A ordem que o profeta Jeremias recebeu do Senhor foi esta: “escreve num livro todas as palavras que eu te disse”, Jr. 30.2.
Não podemos duvidar nem admitir falha na palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo; 2Tm. 3.16. A inerrância das escrituras tem sua base na infabilidade da Palavra do Senhor.
Com isso podemos ir mais além do que Horácio afirmou. “a palavra escrita ‘não’ apenas permanece – ela floresce como trepadeira nas fronteiras do nosso entendimento”. Ela alcança o mais profundo dos recônditos da nossa alma. Para entender o campo da escatologia, precisamos saber de 3 (três) verdades básicas.
1 – A IGREJA – ALVO DA REVELAÇÃO DIVINA.
Toda a revelação aponta para o futuro. O futuro consiste num plano traçado por Deus para que a Igreja caminhe neste mundo “pela fé a esta graça, na qual estando firme, gloria-se na esperança da glória de Deus”, Rm. 5.2
Argumentando o fato de nós sermos alvo da revelação divina, o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios dizendo que Deus “nos elegeu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade”, Ef. 1.4,5. Somente aqueles que são santos e filhos de Deus é que têm o privilégio de ter a revelação das coisas que em breve hão de acontecer.
Em contraste, o mundo pagão, que não tem a revelação de Deus, se fecha num ciclo de falsas expectativas em relação ao futuro.
No consenso filosófico da humanidade a maior parte da população do mundo vê com grande otimismo a era que está por vir. Pressentindo um fantástico progresso material e científico, vivendo na era da velocidade e vendo a aquisição do conhecimento se acelerar, muitos poderão se tornar otimistas demais. Contudo o apóstolo Paulo nos adverte: “quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição”, ITm. 5.3.
Aos olhos dos franceses do final do século XIX, o novo século parecia uma espécie de Idade de Ouro. Mas o entusiasmo durou até 1914, quando a 1ª Guerra Mundial pôs fim ao sonho dourado.
Outra parte da humanidade certamente adentrará o 3º milênio cheia de superstições, medo, insegurança e pessimismo; preocupada com desgraças, desemprego, violência e caos social.
A história registra que, na passagem do ano 999 para 1.000, a maior parte da Europa não conseguiu comemorar a data, pois esperava o “Apocalipse”. Segundo o historiador Frederick H. Martins, um sentimento de terror dominou a multidão amontoada na imensa Basílica de São Pedro, em Roma, na noite de 31 de dezembro de 999. Inclusive o Papa Silvestre II parecia aterrado.
Isso aconteceu porque o povo não tinha acesso à Bíblia. Quem conhece a revelação sabe que o mundo irá de mal a pior, mas não se desespera. E o Senhor Jesus profetiza: “homens desmaiarão de terror, na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo... e quando estas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e levantem a cabeça, pois a vossa redenção está próxima, Lc. 21.26,28.
2 – OS QUATRO TIPOS DE ESCATOLOGIA.
Além de ser um dos capítulos da dogmática cristã, ou seja, o estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas, há quatro outros tipos de escatologia, segundo nos apresenta o Dicionário Teológico (CPAD).
a) Escatologia consistente.
Termo nascido com Alberto Schweitzer, segundo o qual a ações e a doutrina de Cristo, tinha um caráter essencialmente escatológico. Não resta dúvida, pois de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos discípulos as doutrinas das últimas coisas. Todavia, sua preocupação básica era a salvação do ser humano. Ele Jamais deixou de se referir à vida prática e sofrida do homem.
b) Escatologia idealista.
Corrente doutrinária que relaciona a escatologia bíblica às verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento, alegam que a doutrina das últimas coisas não terá qualquer efeito sobre a história da humanidade. Relegam-na, pois, à condição de mera utopia, ou seja, projeto irrealizável, fantasia.
Mas, o que dirão elas, por exemplo, acerca das profecias já cumpridas? Será que estas não referendam as que estão por se cumprirem? Não esqueçamos, pois, ser a profecia a essência da Bíblia. Se descremos daquela, não podemos crer nesta.
c) Escatologia individual.
Estudo das últimas coisas que dizem respeito exclusivamente ao indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino eterno. Neste contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja.
d) Escatologia realizada.
Ponto de vista defendida por C.H. Dodd, segundo o qual as previsões escatológicas das Sagradas Escrituras foram cumpridas nos tempos bíblicos. Atualmente, portanto, não nos resta nenhuma expectativa profética de acordo com o ensino de Dodd.
Gostaríamos, porém que ele nos respondesse as seguintes perguntas:

· A 2ª vinda de Cristo já foi realizada?
· A grande Tribulação já é história?
· O julgamento final já foi consumado?

3 – AS SETE DISPENSAÇÕES.

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Para melhor compreender o campo da escatologia bíblica, faz-se necessário um resumido estudo sobre as sete dispensações, sabendo que, a última dispensação é para o futuro.
Segundo o Pr. Severino Pedro da Silva, em seu livro “Escatologia”, uma dispensação “é um período em que o homem é experimentado em relação à sua obediência a alguma revelação especial da vontade tanto permissiva como diretiva de Deus”.
A palavra dispensação deriva do termo grego “oikonimia” que por sua vez significa economia que é a “boa ordem na administração na despesa de uma casa”.
As sete dispensações são:
Dispensação da Inocência
Seu início deu-se na criação e findou-se na queda de Adão. O tempo não é revelado.
Dispensação da Consciência
Esta dispensação começou em Gn. 3 e durou cerca de 1656 anos: de zero (0 ) a 1656 a.C., abrangendo o período desde a queda do homem até o dilúvio; Gn. 7.21,22.

Dispensação do Governo Humano
Esta dispensação começou em Gn. 8.20 e perdurou cerca de 427 anos. Desde o tempo do Dilúvio até a dispersão dos homens sobre a superfície da terra, sendo consolidada com a chamada de Abraão; Gn. 10.15; 11.10-19;12.1.
Dispensação Patriarcal
Teve início com a Aliança de Deus com Abraão, cerca de 1963 a.C., ou seja, 427 anos depois do dilúvio. Sua duração foi de 430 anos; Gl. 3.17; Hb. 11.9,13. A palavra chave é PROMESSA. Por meio desta dispensação, Abraão e seus descendentes vieram a ser herdeiros da promessa.
Dispensação da Lei
Ela teve início em Êx. 19.8, quando o povo de Israel proclamou dizendo que “tudo que o Senhor falou, faremos.” Sua extensão é de 1430 anos. Do Sinai ao Calvário; do Êxodo à cruz.
Dispensação da graça
Esta dispensação começou com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e terminará em plenitude com o arrebatamento da Igreja; porém, oficialmente falando, seus efeitos continuarão até Apocalipse 8.1-4.
Dispensação do Reino
Esta dispensação terá, de acordo com a própria escritura, a duração de 1.000 anos; Ap. 20.1-6. É também chamada de a dispensação do Governo Divino.
Esta dispensação é algo para o futuro, logo após o julgamento das nações descrito em Mt. 25.31-46, e antes do Juízo do Grande Trono Branco (GTB).
É neste ponto, é que se encontra a essência do entendimento do campo da escatologia bíblica, ou seja, compreender o que Deus traçou para o futuro da Igreja, Israel e dos gentios.
Esta última dispensação, que é a juntura do presente século e do vindouro, fornece um nítido exemplo de sobreposição das dispensações, isto é, que às vezes há um período transitório entre uma e outra.
clip_image004 Até quando irá durar a Dispensação

da Igreja?

Os intérpretes do Apocalipse estão também divididos na forma COMO ABORDAM O MILÊNIO. (Os mil anos mencionados no cap. 20). A maneira como se encara o Milênio afeta a interpretação do Apocalipse como um todo. É necessário levantarmos, aqui, alguns pontos.
1º - Amilenistas. Ensinam que não haverá nenhum Milênio, pelo menos não na terra. Alguns simplesmente dizem que, como o Apocalipse é simbólico, não há sentido algum em se falar em Milênio Literal. Outros interpretam os mil anos como algo que ocorrerá no céu. Pegam o número mil como um algarismo ideal, um período indefinido. Assim, esperam que este período da Igreja termine com a ressurreição e julgamento geral, tanto do justo como do ímpio, seguindo-se imediatamente o reinado eterno no novo céu e na nova terra. A maioria dos amilenistas consideram Agostinho (o bispo de Hipona, no Norte da África 396 – 430 d.C.) um dos principais promotores do amilenismo.
2º - Pós-Milenista. Começou a espalhar-se a partir do século XVIII. Seus adeptos interpretam os mil anos do Milênio, como uma extensão do período atual da Igreja. Ensinam que o poder do Evangelho ganhará todo o mundo para Cristo, e a Igreja assumirá o controle dos reinos seculares. Após haverá a ressurreição e o julgamento geral tanto do justo como do ímpio, seguido pelo reinado eterno no novo céu e na nova terra. O pós-milenismo também espiritualiza irritadamente as profecias da Bíblia, não dando espaço à restauração de Israel ou reinado literal de Cristo sobre a terra durante o Milênio.
3º - Pré-Milenista. Acreditam que, o retorno de Cristo, a ressurreição dos salvos e o tribunal de Cristo, será antes do Milênio. No final deste, Satanás será solto, engana as nações, mas há de ser prontamente derrotado para todo o sempre. Segue-se o julgamento do GTB, que sentenciará o restante dos mortos. Aí sim, teremos o reino eterno no novo céu e na nova terra.
A perspectiva Pré-Milenista e futurista simples, juntas, encaixam-se melhor nas orientações de Jesus. É essa classe de intérpretes do Apocalipse que a maioria dos Pentecostais pertence.

IV – VIAGEM AO FUTURO.
Tomaremos agora uma carruagem para fazer uma pequena viagem no tempo e no espaço, para se ter uma visão panorâmica das coisas que em breve hão de acontecer, e com isso, teremos um compreensão melhor da conjuntura dos fatos ordenados por Deus na sua Palavra. Esta seção, constitui dos temas que a Escatologia bíblica estuda. Senhores passageiros, apertem os cintos, pois já estamos decolando.
1 – ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS.
Para se ter uma seqüência lógica deste fato, vamos fazer uma revisão sobre a doutrina da Morte.
O QUE É MORTE?
É o resultado do pecado de nossos pais.
A morte caracteriza-se de duas maneiras: 1º, morte como estado; e morte do agente, Ap.6.8.
Como estado a Bíblia fala de 3 tipos de morte: Física, espiritual e eterna.
a) Morte física. O seu significado é: dissolução vital do organismo.
O que acontece na morte física?
Resposta: alma e espírito separam-se do corpo.
Mas para melhor entender o que é alma, a Bíblia nos revela 4 designações para a alma, a saber:
Primeiro – alma como indivíduo, como cidadão; Rm.13.1.
Segundo – alma no sentido biológico, isto é, o sangue; Lv. 17.11.
Terceiro – como sentimento do homem; Mt. 26.38.
Quarto – alma como parte imortal do homem. Jesus disse: Não temeis o que mata o corpo e não mata a alma.
Quando a Bíblia fala do sono da alma, refere-se ao corpo físico. Jacó falou: Irei e dormirei com os meus pais.
No sentido espiritual e eterno, alma não dorme; Ap. 6.9.
b) Morte espiritual. É o estado do pecador separado de Deus. É a separação da comunhão com Deus; Ef. 2.1
Existe solução para a morte espiritual?
Sim, desde que o pecador aproxime-se de Deus com um coração arrependido.
c) Morte eterna. É a eterna separação da presença de Deus – a impossibilidade de arrependimento e perdão. Portanto não há solução para esse tipo de morte. É chamada a 2ª morte, porque a primeira é física. É identificada como punição do pecado; Rm. 6.23. Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizerem à graça de Deus e, serão lançados no Geena (Lago de Fogo); Ap. 20.14,15. Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia.
O que é estado Intermediário?
E um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado. No A.T., esse lugar é identificado como sheol (no hebraico), e no N.T. como Hades (no grego). Os dois termos dizem respeito ao reino da morte.
A) OS MORTOS – JUSTOS. Todos os justos, de Adão até à ressurreição de Cristo, ao morrerem, suas almas (com possível exceção de Enoque e Elias), desciam ao Paraíso, que naquele tempo constituía um compartimento do Sheol ; cf. Gn. 37.35.
B) OS MORTOS – ÍMPIOS. Desde o tempo de Adão até o julgamento do GTB, as almas dos ímpios seguem para o mundo invisível, ou seja, o Sheol ou Hades aguardando o julgamento final quando serão lançados no Lago de Fogo; cf. Nu.16.30,33.
FASE INVISÍVEL DA VINDA DE JESUS

O Arrebatamento

Disse Jesus:  “E quando estas coisas começarem a acontecer, levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.”  (Lucas 21:28).

        Que coisas são estas?  São exatamente os sinais que antecedem este grande dia, este grande evento, o arrebatamento.

       Israel por exemplo é um desses grandes sinais.  Jesus falou acerca disso em Lucas 21: 29-30.

"E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as que perto está já o verão".   Lucas  21.29-30

        A figueira é uma árvore da Palestina, que quando começa a florescer, está anunciando o verão naquela região. Jesus comparou esta figueira a Israel, dizendo que Israel é esta figueira que está florescendo, anunciando o verão espiritual do arrebatamento.  Realmente, Israel começou a florescer do ano 70 para cá.  Foi disperso por todas as nações (Lucas 21: 20-24).
       Por mais de 1900 anos, Israel esteve longe de sua terra, de seus costumes, de sua comunidade, ficando totalmente uma nação despatriada.  Entretanto, Israel se manteve fiel aos seus princípios religiosos.  Acerca disto, Deus usou o profeta Ezequiel, mandando que ele profetizasse sobre aquele vale de ossos secos.  Quando Ezequiel profetizou, cada osso se ajuntou ao seu osso e sobre os ossos apareceram nervos, carnes e pele, formando corpos, e um grande exército ficou em pé, porém não entrou neles o espírito. (Ezequiel 37: 1-14).
       A partir de 14 de maio de 1948, quando a ONU reconheceu Israel como novo Estado naquela região do Oriente, Israel que era uma das mais antigas nações, agora é uma das mais novas.  Hoje Israel é uma potência os sentidos econômicos, sociais e militares.  No mundo da agricultura, Israel mostrou verdadeira capacidade.  Agora eles têm mais de 250 mil hectares de terras, onde outrora era um deserto.  Terras infrutíferas que agora são tão férteis, produzindo frutos, flores, legumes, os quais são exportados para toda a Ásia e para Europa.
      Israel está florescendo. Só falta entrar o espírito.  E este espírito entretanto, só entrará após o arrebatamento da igreja.  (Ezequiel 37:8-10).  O que prova que está por um fio a volta de Jesus.
       Israel já se prepara para viver a última semana.  Antes de esta semana chegar, a igreja subirá ao encontro de Deus.
       Um outro sinal é a união do continente europeu para receber o seu líder.  A Europa já está se unificando para fins comerciais, políticos, econômicos e por certo, religiosos.  Ali haverá  uma só moeda, uma só bandeira, sem fronteiras comerciais.  Sendo a Europa um dos continentes mais evoluídos do mundo, por certo os demais continentes imitarão seu exemplo no sentido global.
       Já temos o Mercosul, o Merconorte e os Tigres Asiáticos.  Um só homem tomará conta do mundo inteiro, e este líder é o anticristo.  Um homem superdotado em conhecimento, em administração e em outras áreas.  Por aí se vê que o anticristo se aproxima de maneira veloz para comandar esta última semana, a semana da Grande Tribulação.  Antes dele, viera Jesus para arrebatar os salvos.
       Além destes, temos outros sinais característicos como terremotos, maremotos, fome, guerras, rumores de guerra, pestilências, como o câncer, a AIDS que aí estão desafiando a ciência.  Vemos também a crise religiosa, e a frieza na fé, a iniqüidade se multiplicando e o amor se esfriando.  (Malaquias 24: 4-14)   Jesus está voltando para buscar a sua igreja, e quando a trombeta tocar, os mortos ressuscitarão primeiro.

A RESSURREIÇÃO

A Bíblia nos fala de duas ressurreições (Daniel 12:2).
       A primeira se divide em três grupos:
O primeiro grupo já aconteceu na ressurreição de Cristo (Mateus 27: 51-53 – I Coríntios 15:23)

· O segundo grupo ressuscitará no arrebatamento da igreja (I Tessalonicenses 4: 13-18 – I Coríntios 15: 51-53)

· O terceiro grupo ressuscitará no fim da Grande Tribulação.  Serão aqueles que não adorarem a Besta (Apocalipse 20: 4-5).

·        Estes três grupos compõem a primeira ressurreição.  Bem-aventurados os que fazem parte da primeira ressurreição.
       A segunda ressurreição entretanto, dar-se-á mil anos depois, perante o Trono Branco, quando os ressuscitados serão julgados e ditatorialmente condenados (Apocalipse 20:12)
    O arrebatamento então dar-se-á desta maneira: A trombeta de Deus tocando, as sepulturas dos cemitérios de todo o mundo se abrindo, os mares, o fogo, as matas darão os seus mortos.  Os mortos ressuscitados e os vivos transformados, todos juntos voaremos ao encontro do Senhor nos ares.  Será um momento inédito em toda história da humanidade.
       Você meu irmão em Cristo, prepare-se, vigie e cuide-se, porque o momento está chegando.  Não deixe o diabo te derrubar (Mateus 25: 13, 26:41 – Marcos 13:33-377 – I Coríntios 10:12).
      O momento está chegando, maranata, o Senhor vem breve.  A igreja voará ao encontro do Senhor nas nuvens e para sempre estaremos com Ele na glória celestial.

2 – O ARREBATAMENTO DA IGREJA.

Uma característica singular que identifica a Igreja fiel é o sentimento de constante expectativa
que a domina no tocante ao retorno de Cristo. E ela sabe que não ficará neste vale de lágrimas. Os crentes sabem que o arrebatamento é uma realidade que lhe diz respeito.
A definição da 2ª vinda de Cristo é bastante ampla; é vista pelo menos de duas maneiras diferentes. E localizada, às vezes, para indicar o drama dos tempos do fim, abrangendo tanto o arrebatamento da Igreja quanto a revelação de Cristo em glória no Monte das Oliveiras; Zc. 14.4. Outras vezes, é enfocada especificamente para diferenciar a revelação de Cristo do arrebatamento da Igreja que a antecederá.
2.1 – Palavras usadas para descrever o arrebatamento
Existem usualmente três palavras que todos nós usamos para explicar tão maravilhoso fenômeno.
a) Arrebatamento; 1 Ts. 4.17.
b) Trasladação; Na carta aos hebreus vemos Enoque, um símbolo da Igreja.
c) Rapto. Palavra latina, RAPERE; significa transportar de um lugar para outro. Equivale ao grego: ARPAZO, usado em Jo. 10.28,29; At.8.39, etc.
2.2 – Propósitos do Arrebatamento
a) Livrar os embaixadores do Rei do perigo iminente; 2Co. 5.20; Ap.3.10; I Ts. 1:10.
b) Recompensar a Igreja de Cristo, mediante a outorga de galardões, no soleníssimo Tribunal de Cristo; 2 Co. 5.10.
c) Conduzir a Igreja à Bodas do Cordeiro, que se dará em seguida ao Tribunal e, enquanto na Terra ocorrerá a Grande Tribulação.
d) Introduzir a Igreja no Reino da Glória e imortalidade, conforme o desejo expresso por Jesus; Jo. 14.3
2.3 – A trombeta do arrebatamento
O toque da trombeta no dia do arrebatamento se relaciona com o alarido e a voz do arcanjo. O alarido significa originalmente uma expressão militar, uma voz de comando. Nesse dia ouvir-se-á a voz do ARCANJO. Como se sabe, a palavra ARCANJO significa chefe de anjos. Certamente a voz do ARCANJO será para comandar os anjos, que se oporão às hostes demoníacas instaladas nos ares, abrindo caminho para o povo de Deus que estará sendo arrebatado.
Visto que, em Mt. 24.30,31 encontramos os anjos a recolher os eleitos, logo após ser proferida a lamentação por todas as nações, alguns serão levados a pensar que a Igreja não será arrebatada até Cristo haver destruído os exércitos do anticristo. Ora, devemos considerar, porém, que o cap. 24 de Mateus não apresenta os eventos em ordem cronológica. Jesus não tinha qualquer intenção em revelar o dia ou a hora de sua vinda. A palavra então, no início de Mt. 24.30, traduz um vocábulo grego de sentido muito geral (tote), dando a entender que os acontecimentos ocorrerão todos dentro do mesmo período de tempo, mas não necessariamente na ordem apresentada.
2.4 – Fatos ligados ao arrebatamento
Quando Cristo vier para buscar a Igreja, ocorrerão duas coisas na terra, por ocasião desse evento:
a) Ressurreição dos mortos crentes. Em 1 Ts. 4.14, diz que Cristo trará em sua companhia os espíritos daqueles que dormem no Senhor, e Ele ficará parado nas nuvens, enquanto os espíritos continuam descendo a procura de seus corpos a serem ressuscitados em um corpo glorioso. ALELUIA!!! cf. 1 Ts. 4.16.
b) Transformação dos vivos. Após a ressurreição dos mortos crentes, segue-se a transformação dos vivos que estiverem preparados para aquele momento; 1 Co. 15.52.
“Vai pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti”. Is. 26.20ª.

1. FONTES BIBLIOGRÁFICAS
CABRAL, Elienai. Revista Lições Bíblicas (3º trimestre 1998) CPAD.
FALCÃO, Napoleão. Fita K-7. As cinco verdades sobre a morte.
GILBERTO, Antônio. O calendário da profecia (9ª Edição 1997) CPAD.
GOMES, Gesiel Nunes. O Rei está voltando (1ª Edição 1978) LEAL.
HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas (2ª Edição 1996) CPAD.
HORTON, Stanley M. A Vitória Final (1ª Edição 1995) CPAD.
LOCKYER, Sr. Herbert. Apocalipse – O drama dos Séculos, (1ª Edição em Português 1992) Editora Vida.
OLSON, N. Laurence. O plano Divino Através dos Séculos (18ª Edição 1998) CPAD.
JEOVÁ, O Senhor. A Bíblia Sagrada.
___, Jornal “Chamada da Meia Noite”. (1995)

SÉRIE ESTUDO SOBRE A ESCATOLOGIA- COM O PASTOR RODRIGO MACHADO – Boldas do Cordeiro

Parte estudo dado na Igreja Tabernáculo de Jesus Nova Jerusalém- pelo Pastor Rodrigo Machado

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As bodas do Cordeiro ( Apocalipse 19:1~10)

  • As quatro vezes que a palavra Aleluia é usada no N.T., estão nesta passagem.

Aleluia vem do Hebraico: "Halelu - Jah"; Jah quer dizer: SENHOR.
ALELUIA = LOUVE AO SENHOR.
V.1; o céu comemora a queda de Babilônia.

· V.2 e 3; são a resposta de   Apocalipse 6:10: "até quando, ó Soberano, Santo e Verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?"

  • O céu está em festa, porque Babilônia foi destruída. Deus é um Deus de tamanha ordem que ficamos até assustados. Do cap.19 em diante, há uma absoluta ordem cronológica nos acontecimentos: Babilônia é destruída na Terra, no céu há festa com os louvores tremendos que lemos e a alegria continua, pois chegou a hora das bodas do Cordeiro.

Ler Versículos de 7 a 10.

No céu, após a queda de Babilônia, vão ser realizadas as "Bodas do Cordeiro". Babilônia era a meretriz, a prostituta, a falsa e quando a falsa é destruída, não há mais "sombra" e então a verdadeira noiva vai se ajuntar com seu noivo para sempre; são as Bodas do Cordeiro. Em um casamento normal aqui na Terra, quem é a figura principal? Quando se abrem as portas da igreja, para quem todos olham? Para a noiva; ela vem toda enfeitada. Porém, neste casamento no céu é diferente, a figura principal é o noivo; não são chamadas de bodas da Igreja, nem bodas da noiva, mas sim "Bodas do Cordeiro", Jesus é a figura principal. A noiva vai entrar linda, formosa, sem ruga, sem mácula, sem fofoca, sem partidarismo, se vestindo e falando de acordo com o seu noivo. Neste dia, a obra que o noivo fez durante todo o tempo aqui na Terra, estará completa. A noiva entrará linda, pura e imaculada porquê? Não porque foi a um salão de beleza. Como a noiva foi preparada?

Efésios 5:25~27

Por isso em   Apocalipse 19:7 diz: "e já a sua noiva se preparou (ou se ataviou)", porquê? V.8; "foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro...". Em Efésios 5 vimos quem fez esse trabalho na noiva: "Cristo... que a si mesmo se entregou por ela", para fazer sua noiva formosa e limpa para si mesmo. Se não fosse dado o sangue do Cordeiro por essa noiva, ela jamais entraria bela e formosa, ela nunca poderia casar com Jesus Cristo; no céu não há casamento misto!

  • A noiva tinha que ser limpa, gloriosa, sem mácula, para estar no mesmo nível do seu noivo. Como essa noiva não estava nesse nível, pois estava coberta com trapos de imundícia, em prostituição, em sujeira, em tudo que a Bíblia descreve, o noivo se entregou a morte por ela, para fazê-la limpa. Quando começou essa limpeza? No dia em que você, eu, aceitamos Jesus Cristo em nossas vidas. Nesse dia você nasceu de novo, entrou para o Corpo de Cristo, que é a noiva de Cristo; a noiva é a Igreja verdadeira. Quando essa limpeza se completará? Durante o tempo decorrente entre o arrebatamento e a destruição de Babilônia. A Igreja, passando pelo julgamento de suas obras, o Bema de Cristo, completará a sua preparação para as bodas. O Bema de Cristo, é o último "polimento" da Igreja, é lá que tudo será definido, é lá que a Igreja (a noiva) se preparou, se ataviou. Esse preparar fala da responsabilidade humana; foi dado a ela tudo, mas ela se preparou, se ataviou. Vemos aqui a soberania de Deus em salvar e a responsabilidade do homem em aceitar.
  • A noiva se preparou pois foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro; porquê? Pois o linho fino são as obras justas dos santos, ou são os atos de justiça dos santos. Quem é nossa justiça? É Jesus. Como é que faço atos de justiça? Andando segundo o Espírito Santo. Esses são os meus trajes; o traje da noiva.
  • As bodas do Cordeiro trazem profunda alegria no céu. Elas se realizarão no céu quase no final da Tribulação, depois da queda de Babilônia, mas antes da destruição do anticristo e do seu reino. Era necessário que antes das bodas, a meretriz fosse desmascarada e destruída. Notem que a noiva "a si mesmo se preparou", porque "lhe foi permitido vestir-se". A noiva está linda e gloriosa, porque o Senhor providenciou isso. Cristo transformará a sua noiva à sua imagem   Filipenses 3:20~21. Deus não aceita casamento "misto"; porém tudo é proporcionado pelo noivo. A figura principal das bodas é o noivo; por isso são as bodas do Cordeiro".
  • Estamos falando sobre as bodas do Cordeiro; quem toma parte nas bodas? O Cordeiro e a noiva (a igreja); aqui é a consumação de um casamento, será nesse momento que Jesus e a Igreja se tornam um para o resto da eternidade. Paulo diz que isso é um mistério, por isso que a figura é um casamento. Essa é a única figura na terra em que dois se tornam um diante de Deus, no espírito, na alma e na carne. Muitos não entendem porque não se devem casar um crente e um incrédulo! Como irão se tornar um só espírito? O princípio é primeiro se tornarem um em espírito, depois virá a unidade na alma e por último a unidade no corpo, na consumação do casamento. Mas o diabo inverteu essa seqüência: primeiro começa com a unidade no corpo: sexo antes do casamento. Estamos falando algo que não é verdade? O namoro de hoje é uma união de corpos! O que a Bíblia ensina é que deve haver primeiro a unidade de espírito, (professarem a mesma fé), depois se conhecerem na alma (nos gostos, nas emoções) e por último no corpo.
  • V.9; "E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus"

As bodas do Cordeiro são a consumação deste casamento de Jesus com a Igreja. Porém, este verso fala de outro acontecimento, que muitas fazem confusão: a ceia das bodas do Cordeiro. Uma coisa são as bodas e outra é a ceia das bodas. Como era lá no passado, no Oriente Médio (muitos ainda fazem hoje): o casamento era consumado. Chegado o dia marcado para as bodas, para o casamento, o noivo ia à casa da noiva em procissão com os amigos e a noiva o aguardava com as suas amigas. O noivo então trazia a noiva para sua casa, para a casa que ele preparou e os dois entravam para sua câmara nupcial; o casamento era assim consumado, os dois tornavam-se uma só carne. Após a consumação do casamento, o noivo apresentava sua esposa para os convidados e ali comemoravam juntos, por muitos dias, dependendo das posses do pai do noivo.

  • Onde serão realizadas as bodas do Cordeiro? No céu, na casa do noivo, na casa que ele preparou para a noiva.

João 14:1~3

Agora, para a ceia das bodas do Cordeiro, o noivo trará sua noiva para a terra:

Apocalipse 3:9; para que saibam que eu te amo.

Efésios 2:7;        para mostrar nos séculos vindouros a
                                                                                                suprema riqueza da sua graça.

  • Jesus vem com sua esposa para a terra e aqui comemorará a ceia das bodas do Cordeiro, a festa de casamento. O Milênio é a ceia das bodas do Cordeiro; esta festa de casamento durará mil anos. Por isso o anjo diz a João: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Notem os grupos separados e distintos: a noiva, o Cordeiro e os convidados. Quem é a noiva? A igreja, composta por judeus e gentios. São aqueles que no período da Igreja, no período de Pentecostes até o arrebatamento, aceitaram a oferta do sacrifício do sangue de Jesus; os que foram salvos e se uniram num só corpo, a noiva de Cristo. Quem são os convidados, os chamados à ceia das bodas do Cordeiro? São aqueles que entrarão no Milênio: a noiva, os santos do V.T., os santos que morreram na tribulação e os santos que saíram vivos da tribulação. Portanto, vemos a noiva e os convidados; grupos separados.
  • V.10; "Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia"

João fica tão atordoado com estas visões, com os cânticos que ouve no céu, que ele faz uma coisa que ele sabia que não podia fazer. João ficou muito impressionado com a figura daquele anjo, como qualquer um de nós ficaria! Vendo a esposa do Cordeiro, aqueles corais, vendo tudo que viu, João cai de joelhos e quer adorar o primeiro que encontra; João está em espírito de adoração muito intenso.

  • Porém é maravilhoso, pois ficou registrado uma grande e tremenda lição para nós, Aleluia! O anjo ficou mais assustado que João, quando vê João ajoelhado, deve ter tomado um susto, ele disse: "Olha , não faças tal". E qual foi o argumento que o anjo usou? "Sou teu conservo e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus, adora a Deus". O que é conservo? Aquele que está no mesmo nível de servo; não faças isso, eu não posso ser adorado! Agora, se um anjo, sendo conservo, não pode ser adorado, nossos conservos irmãos, também não podem ser adorados, podem? São João, São Paulo, São Lázaro, Santa Maria etc. Notaram que tremenda lição? ADORA SOMENTE A DEUS!
  • E o motivo para adorarmos a Deus, o anjo declarou em uma frase que resume toda a Bíblia, ele diz: "pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia". Todas as profecias que foram escritas, foram escritas para revelar o Senhor Jesus Cristo. Tudo que há na Bíblia, são profecias e apontam para Jesus, Ele é o tema central para a palavra e essa frase é como o arremate de tudo.

Lucas 24: 27 e 44
João 5:39

  • "O testemunho de Jesus é o espírito da profecia". Esta declaração sintetiza toda a Bíblia; tudo na Bíblia foi escrito para revelar o Senhor Jesus Cristo. Esta declaração é como um arremate de tudo que foi escrito até aqui. Até aqui tudo foi introdução para o mais importante e esperado acontecimento de todo o universo: A VOLTA DEFINITIVA À TERRA DO SENHOR JESUS CRISTO, ALELUIA!