Jun 5, 2012

ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE CAFARNAUM


ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE CAFARNAUM

CAFARNAUM - Cidade da Galiléia localizada às margens do mar Galiléia. Fica mais ou menos a 35 km de Nazaré. Jesus deu início ao seu ministério público na sinagoga dessa cidade. Cafarnaum tornou-se o centro da atividade de Jesus na Galiléia (Mt 4.13). Era o principal centro comercial e social dessa região. Ali, sobre a grande estrada entre a Síria e a Palestina, eram recolhidos os impostos de alfândega e se encontrava estacionada uma guarnição romana. Jesus veio para esse lugar após sair de Nazaré. Em Cafarnaum Jesus convocou Mateus.
Cristo profetizou a queda de Cafarnaum, e atualmente seus montes de pedras de basalto negro provenientes das edificações se estendem por um quilômetro e meio ao longo da costa do mar. Por todos os lados aparecem linhas tênues de edificações sobre a superfície. As mais importantes dessas edificações são as ruínas de uma estrutura de forma octogonal, apontada atualmente como sendo a casa de Pedro (é provável que seja um edifício comemorativo do lugar onde se encontrava a casa do apóstolo Pedro), e as ruínas de uma das melhores e mais bem conservadas sinagogas da Galiléia.

Todo trabalho de escavação nesse lugar tem-se limitado à sinagoga. Esta era uma construção de dois andares, com um telhado de duas águas medindo 18 por 24 metros, voltada para Jerusalém. No seu lado oriental havia um belo átrio provido de pórticos. A própria sinagoga fora edificada com pedra calcária branca, e em seu interior havia uma fileira de colunas de cada lado, que estabilizavam o edifício e tornava possível a existência de varandas no segundo andar para mulheres que dali assistiam ao culto.

As decorações no friso interior, na cornija e nos umbrais das portas dessa sinagoga são de uma variedade infinita. Elas incluem figuras de pássaros, de plantas, de animais e de criaturas mitológicas, assim como desenhos geométricos. Ali se encontram os símbolos tradicionais sagrados dos judeus, tais como o candelabro de sete braços e a estrela de seis pontas.

No friso existe um relevo que representa claramente a Arca da Aliança, que ia diante do povo de Israel durante sua peregrinação pelo deserto.

Em uma das colunas de pedra calcária branca há uma inscrição em aramaico que diz: “HLPW, filho de Zebida, filho de Johanan, fez esta coluna. Que ele seja bendito”. Estes nomes, diz o doutor Glueck, corespondem aproximadamente a Alfa a Zebedeu e a João, mencionados no Novo Testamento, na lista de discípulos de Jesus.

Muitos acreditam que essa sinagoga é a que foi edificada pelo centurião (Lc 7.1-5), e a que Jesus visitou na cidade, mas a maioria dos arqueólogos opina que ela foi erguida durante o segundo ou terceiro século d. C., no suposto lugar da sinagoga da época de Cristo. Eles baseiam suas conclusões na arquitetura e especialmente na ornamentação.

FONTES:
Bíblia Thompson – Editora Vida
Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista



               SINAGOGA EM CAFARNAUM

NÍNIVE, CAPITAL DO IMPÉRIO ASSIRIO


Nínive, Capital do Império Assírio

NÍNIVE, CAPITAL DO IMPÉRIO ASSIRIO

Nínive, a famosa capital do antigo Império Assírio, é mencionada no tempo de Hamurabi, como sendo sede do culto ao deus Istar. Em 2Reis 19.36 e em Isaías 37.37, ela é pela primeira vez, claramente indicada como residência oficial do monarca da Assíria.
Estava localizada a 450 quilômetros de Babilônia, sobre a margem oriental do rio Tigre e do outro lado do rio da moderna Mossul. Era chamada a “cidade dos ladrões”, porque seus moradores invadiam e despojavam outras regiões para enriquecer-se. Nínive teve uma história cheia de colorido, ainda que trágica, especialmente depois do nono século a.C., até a época de sua destruição final diante do ataque de uma união de forças encabeçada pelos medos e babilônicos em 612 a.C.

Nos dias do profeta Jonas, Nínive era uma cidade de grande importância e também uma grande cidade tanto que Jonas levou três dias para percorrê-la (Jn 1.2; 3.3). A sua população era calculada em 600 mil pessoas. Talvez não fosse uma cidade cheia de edifícios, já que continha grandes parques, extensos campos e casas isoladas. Quer dizer, não existiam ruas com casas ligadas umas as outras, mas existiam muitas ruas a serem percorridas pelo profeta.

Henry Austin Layard visitou as ruínas de Nínive em 1845, e calculou que o circuito total de sua área rodeada de muralhas era de 11 quilômetros. Dentro do recinto de 728 hectares de extensão havia dois quilômetros. O do sul media 30 metros de altura, e cobria uma extensão de 16 hectares.

O montículo do norte media 26 metros de altura, e cobria uma extensão de 40 hectares e era chamado “Kuyunjik” (o castelo de Nínive).

Layard cavou valas no promontório norte e desenterrou uma porta flanqueada por dois leões alados e um muro no qual estava escrito em caracteres cuneiformes, o nome de Senaqueribe. Ao adentrar ainda mais na cidade, Layard desenterrou o palácio real de Senaqueribe, cuja área de passeio estava ladeada por touros alados que tinham inscritas em seu corpo as crônicas do rei, em caracteres cuneiformes. Imensos salões de 12 metros de largura por 55 metros de cumprimento conduziam ao interior do palácio.

Em 1851, durante a escavação de uma parte do templo de Nebo, ao lado do palácio de Senaqueribe, eles retiraram o lixo de dois grandes quartos que tinha comunicação entre si e encontravam uma parte da biblioteca real acumulada por vários reis e dedicados a Nebo, o escriba divino que havia “criado as artes e as ciências e todos os mistérios relacionados com a literatura e a arte de escrever”, conforme crença dos ninivitas.

Em 1853 Harmuzd Rassam continuou as escavações de Nínive e pouco depois desenterrou o palácio do rei Assurbanipal, no qual havia um grande e baixo-relevo que representava o rei de pé em um carro de guerra, preparado para sair em uma expedição de caça. Em dois andares contíguos de altas cúpulas, foram descobertas amontoadas no piso milhares de preciosas tabuinhas de argila, que se constatou ser uma grande porção da biblioteca de Assurbanipal. Seus mestres lhe tinham ensinado a ler e a escrever em vários idiomas, tal como ele mesmo o expressa em uma das inscrições: 
“Eu, Assurbanipal, aprendi no palácio a sabedoria de Nebo, a arte completa de escrever em tabuinhas de argila de todas as classes. Tornei-me perito em várias classes de escritura... li as belas tabuinhas de argila de Sumer e a escritura acadiana, que é muito difícil de dominar. Experimentei o prazer de ler inscrições em pedra, pertencente à época anterior ao dilúvio”.

Era tão grande o interesse de Assurbanipal pela literatura e pela erudição, que ao subir ao trono, reprimiu rapidamente um levante no Egito, conquistou a Lídia e a Pérsia, e depois de consolidar seu reino, entregou-se a tarefa da erudição até transformar-se no monarca mais poderoso e culto de sua época, e um dos maiores patrocinadores da literatura no mundo. Enviou escribas eruditos a Assur, Babilônia, Cuta, Nipur, Acade, Ereque e a outros centros estratégicos ao longo e ao largo de seu vasto império, onde foram copiados e reunidos livros (de argila) de astrologia, história, gramática, geografia, literatura, medicina e leis, como também cartas, orações, poemas, hinos, esconjuros, oráculos, dicionários, crônicas, títulos de vendas de terrenos, contratos comerciais e registros legais, além de uma quantidade de outros temas de interesse geral e específico. Todos os livros foram trazidos ao palácio de Assurbanipal em Nínive, onde ele não só os estudou ou cotejou, mas também em muitos casos mandou fabricar tabuinhas novas de argila nas quais foram gravadas cópias bilíngües em escritura cuneiforme, e mais tarde foram arquivadas em forma metódica. Ao completar-se sua biblioteca tinha em torno de 100.000 volumes tornando-se uma das maiores e mais preciosas de todas as épocas da antiguidade.

A destruição de Nínive se deu 200 anos depois que o profeta Jonas pregou arrependimento ou destruição total da cidade. O povo entendeu e aceitou a pregação e Deus suspendeu o juízo (Jo 3.5). A suspensão da calamidade durou por 200 anos, após os quais a cidade voltou novamente a praticar iniqüidades com mais força que no tempo de Jonas. A profecia de Jonas foi literalmente cumprida pela ação combinada dos medos e babilônios (606 a.C.).

Os escritores gregos e romanos dizem que o último rei, a quem chamam de Sardanápalo, era levado a resistir aos seus inimigos em conseqüência de uma antiga profecia que dizia que nunca Nínive seria tomada de assalto enquanto o rio não se tornasse seu inimigo. Mas uma repentina inundação, que derribou vinte estádios de muralha, convenceu-o de que a palavra do oráculo estava se cumprindo, e então buscou a morte, ao mesmo tempo em que destruía seus tesouros. O inimigo entrou pela brecha na muralha e a cidade foi saqueada e arrasada. (O profeta Naum tinha anunciado a destruição de Nínive: “E com uma inundação transbordante acabará de uma vez com o seu lugar; e as trevas perseguirão os seus inimigos” Na 1.8). “As portas dos rios se abrirão, e o palácio será dissolvido” (Na 2.6).

O historiador Diodoro Sículo descreveu os fatos de tal modo que fica claro que as palavras do profeta foram literalmente cumpridas. Conta ele que o rei da Assíria, ensoberbecido por suas vitórias, tinha determinado que houvesse dias de festa, nos quais deveria ser dada aos seus soldados abundância de vinho. O comandante dos invasores, tendo sido informado dessa situação pelos desertores do exército da Assíria, tratou logo de efetuar o ataque. Derrotando e pondo em fuga o inimigo. Deste modo tornaram-se verídicas as palavras do profeta: “Porque ainda que eles se entrelacem como os espinhos, e se saturem de vinho como bêbados, serão inteiramente consumidos como palha seca“ (Na 1:10).

A completa e perpétua destruição de Nínive e a sua desolação foram profetizadas: “Estenderá também a sua mão contra o norte, e destruirá a Assíria; e fará de Nínive uma desolação, terra seca como o deserto. E no meio dela repousarão os rebanhos, todos os animais das nações; e alojar-se-ão nos seus capitéis assim o pelicano como o ouriço; o canto das aves se ouvirá nas janelas; e haverá desolação nos limiares, quando tiver descoberto a sua obra de cedro” (Sf 2-13-14).

Hoje, onde existiu a grande Nínive, os canais estão secos, não há mais água, a não ser no período das chuvas, quando os campos aparecem verdes. Podem ser vistos rebanhos de ovelhas e camelos procurando escassas pastagens naquelas terras áridas. As abandonadas salas dos seus palácios são agora habitadas por feras e outros animais, como hiena. Lobo, chacal e raposa.

Jamais, em todos estes séculos passados, alguém conseguiu reconstruir a cidade de Nínive. Provando que a Bíblia e seus profetas precisam ser levados a sério, já que trazem a Palavra de Deus.


Fontes:
Dicionário Bíblico, Betânia
Bíblia Thompson


AS CATACUMBAS DE ROMA


AS CATACUMBAS DE ROMA
J. DIAS

A evidência tradicional e literária proveniente de líderes e escritores eclesiásticos desde o ano 95 d.C. até 326, e as muitas pinturas e inscrições em tumbas cristãs que indicam que Pedro e Paulo foram mártires, tem levado muitos arqueólogos e especialistas a concluir que estes dois grandes apóstolos sofreram martírio em Roma durante o reinado de Nero.
De todas as descobertas dentro e nos arredores de Roma, a mais interessante para os cristãos e judeus foi a das catacumbas, que estão junto aos caminhos da periferia da cidade, mas nenhuma delas está a mais de cinco quilômetros distante dos muros da cidade.

A origem das catacumbas representa uma das fases mais singulares e misteriosas da história. Para começar, as catacumbas eram canteiros de extração de areia, utilizados por aqueles que queriam obter areia para construção.

O solo em uma extensão de Roma é composto de pedra calcária formada de cinzas vulcânicas e de areia suficientemente derretida para tornar possível as partículas se unirem entre si. Quando se descobriu que este material era excelente para a construção, cavou-se muitos túneis subterrâneos para obtê-lo.

A INTOLERÊNCIA ROMANA CONTRA O CRISTIANISMO
O império Romano era o mais vasto e poderoso na época de Cristo. Geralmente, o Império tolerava todas as religiões, mas a obstinação dos cristãos em não querer jurar lealdade ao imperador trouxe como conseqüência perseguições e mais perseguições.

Os cristãos foram acusados de serem insociáveis e excêntricos, e passaram a ser odiados e considerados inimigos da sociedade. Todavia eles eram modestos e simples no vestir, rigidamente morais em conduta e se negavam assistir os jogos e as festividades. Alguns cristãos inclusive censuravam aqueles que vendiam alimentos para os animais que tinham de ser sacrificados aos deuses pagãos. O povo chegou a temê-los, já que não queriam que a ira dos deuses se acendesse devido ao fato de os cristãos se negarem a render-lhes sacrifícios. Se as colheitas fracassavam, o rio Tibre transbordava ou havia epidemias, o povo gritava: “os cristãos aos leões!”. Porém os cristãos eram bondosos com todos aqueles que tinham problemas, e ficavam cuidando dos enfermos quando havia epidemias, enquanto todos fugiam.

Para provar a lealdade dos homens, o governo romano exigia que todos se apresentassem em certos lugares públicos e ali queimassem um pouco de incenso em honra do imperador. Os cristãos consideravam isto um ato de adoração ao imperador, e se negavam a fazê-lo. As autoridades começaram a observar essa atitude e a castigá-los, inclusive com a morte.

A PROTEÇÃO DAS CATACUMBAS
Os cristãos buscaram refúgio nas cavidades secretas dos túneis subterrâneos dos canteiros de areia. Ali ampliaram os túneis e construíram habitações, capelas e sepulturas. As catacumbas imediatamente se converteram no único refúgio seguro para eles.

Ali viviam, adoravam a Deus e eram enterrados. Seus cânticos, suas orações e seus cultos santificavam as catacumbas, que se converteram no berço do cristianismo ocidental.

ARQUEOLOGIA
As catacumbas foram descobertas e começaram a ser escavadas no século 16, e desde 1950 tem sido escavadas mais extensamente. Nosso conhecimento sobre essas cidades subterrâneas é incompleto, devido ao fato de existirem muitas delas e de serem muito extensas. Todavia, tem se acumulado, graças a elas, uma grande quantidade de conhecimentos.

Uns seis milhões de pessoas estão enterradas em 60 catacumbas. Cada uma delas tem uma entrada muito bem escondida, da qual parte uma escada que desce até os túneis e as galerias subterrâneas, que ramificando-se em ângulo reto umas com as outras, criam uma rede de túneis e ruas com uma capela em alguns lugares. Algumas têm até quatro níveis, cada um conectado aos demais por uma escada. Em cada um destes níveis há um imenso labirinto de estreitos túneis, tantos, que se todos os túneis de todas as catacumbas fossem emendados em linha reta, eles se estenderiam por uns 940 quilômetros.

Ao longo das paredes destas galerias ou em túneis sem saída, há cristãos enterrados em sepulturas nas paredes (nichos). Cada tumba está fechada com ladrilhos ou com uma lousa de mármore, na qual aparece o nome do sepultado.

Muitas vezes as paredes e os tetos dos cubículos estão adornados com pinturas de personagens ou com cenas bíblicas, tais como Moisés golpeando a rocha, Davi, Daniel, os três jovens hebreus Ananias, Misael e Azarias, Noé e Jonas. Cada caso representa um livramento mediante a intercessão miraculosa de Deus. Em alguns casos vê-se o retrato da pessoa falecida. Em 1853, De Rossi encontrou um cubículo fechado por uma lousa de mármore a qual estavam gravadas estas palavras: “Marco Antonio Rastuto fez este sepulcro para si mesmo e para os seus que confiam no Senhor”.
FONTE:
Módulo I de Teologia da Faculdade Teológica BetesdaBíblia ThompsonEnciclopédia Ilustrada de História - Duetto Editora