Nov 7, 2012

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, PROFÉCIAS E DESMENTIDOS


 
TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, PROFÉCIAS E DESMENTIDOS

 Ao longo da história da organização Testemunhas de Jeová, muitos foram os desencontros, profecias falsas e contradições da Sociedade Torre de Vigia. Curiosamente todos seus dirigentes máximos foram membros de igrejas protestantes dos Estados Unidos, antes de aderirem ao movimento.

1870 – Charles Taze Russel, filho de uma família presbiteriana e com passagem pelo Adventismo, apregoa que todas as religiões são falsas e não representavam o verdadeiro cristianismo. Reúne então um grupo em Pittsburg (EUA) para estudos da Bíblia, defendendo doutrinas como a existência do inferno, da Trindade e da imortalidade da alma.

1877 – Russel renuncia aos negócios da família e passa a dedicar-se integralmente à divulgação de suas doutrinas, insinuando-se como o escolhido de Jeová para trazer as pessoas de volta às verdades bíblicas.

1879 – É publicada a primeira edição da revista Torre de Vigia (hoje Sentinela). Nela Russel anuncia para 1914 o início do Milênio bíblico, com a destruição dos sistemas políticos e das religiões, além da volta dos judeus à Terra Santa, além disso, afirma que Cristo já voltara ao mundo, de forma invisível, em 1874.

1914 – Diante do fracasso de suas previsões, Russel muda a versão e diz que a data marcou, na verdade, o “fim dos tempos dos gentios”. Ele remarca então os acontecimentos apocalípticos para 1918.

1917 – Joseph Rutherford, ex-crente batista, assume a presidência com a morte de Russel, no ano anterior. Introduz mudanças doutrinárias que acabam gerando cisões no movimento. Faz uma série de profecias, inclusive a de que os patriarcas bíblicos Abraão, Isaque e Jacó ressuscitariam em 1925, para se tornarem “príncipes” da Terra. Prevê também que o Armagedom, a guerra final entre Jeová e a humanidade desobediente, aconteceria em 1941.

1931 – É adotada pela primeira vez a designação “Testemunhas de Jeová”, com base no texto de Isaías 43.10. Rutherford desmente Russel, afirmando que a volta invisível de Cristo aconteceu em 1914.

1935 – Diante do crescimento numérico do movimento, surge a concepção de que apenas os 144 mil ungidos irão para o céu, enquanto o resto do “rebanho” de justos viveria eternamente na Terra. Assim contornou-se um dilema – até então, ensinava-se que somente aquele número de 144 mil seriam salvos. Surge também a idéia de que Cristo morreu numa estaca, e não numa cruz. Alguns anos depois Rutherford proibiu aos fiéis a comemoração de aniversários e do Natal, bem como o serviço militar e uso de vacinas.

1942 – Morre Rutherford e Nathan Knorr, que fora integrante da Igreja Reformada, assume a direção do grupo. O comando passa a ser exercido por um colegiado, mais tarde designado Corpo Governante. A produção editorial e a divulgação da literatura ganham grande impulso.

1945 – Proíbe-se a transfusão de sangue e o transplante de órgãos. Na sua gestão, Knorr também faz uma profecia sobre o Armagedom, fixando a data para 1975.

1950 – Congresso Internacional sepulta a idéia de que os patriarcas bíblicos ressuscitariam. Dois anos depois seria revogada a proibição de vacinas.

1977 – Frederick Frans, ex-presbiteriano sucede Knorr e para minimizar o fracasso profético, sinaliza que o Armagedom deveria ocorrer no início dos anos 80. Como nada aconteceu, fixou a data em 1994. Abolida a proibição ao transplante de órgãos, mantendo-se vedadas as transfusões de sangue.

1992 – Milton Henschel torna-se o quinto presidente da Sociedade Torre de Vigia. Diante do sexto fracasso profético, a organização passa a defender a tese de que o fim acontecerá “a qualquer momento”. Henschel moderniza a instituição e sua doutrina é espalhada pelo mundo.

CONCLUSÃO
Os erros teológicos do grupo beiram o absurdo. O seu intitulado “escravo fiel e discreto”, expressão inspirada em Mateus 24.45, não acertou uma só de suas previsões. E dizem que falam em nome de Jeová.  As previsões do final dos tempos é um erro recorrente na profecia dos líderes do movimento. Além disso, as praticas doutrinárias determinadas por essa organização variam periodicamente.


Fonte: Revista Eclésia