Jan 27, 2013

SUBSÍDIO ELABORADO PELO EV. ISMAEL PEREIRA DE OLIVEIRA


SUBSÍDIO ELABORADO PELO EV. ISMAEL PEREIRA DE OLIVEIRA


Amados, nesta lição quero fazer um paralelo entre as armas que os profetas de Baal utilizaram e as que o profeta Elias também utilizou. Cada um lançou mão do melhor que tinha, isso nos ensina muito, pois não vejo grandes diferenças dos dias do profeta Elias para os dias em que estamos vivendo.

Primeiro vamos analisar as armas utilizadas pelos profetas de Baal. Antes porém, gostaria de ressaltar que os falsos profetas possuíam uma similaridade muito grande com os profetas de Deus. Vejamos algumas, eles tinham títulos de profetas, eles tinham altar e faziam sacrifícios de animais. Porque não fizeram uma cova ao invés de um altar? O povo estava habituado a fazer sacrifícios ao Senhor, se os profetas de Baal fizessem algo muito diferente causaria grande estranheza diante do povo, a aceitação seria menor.

Fazendo aqui a primeira comparação, observe que hoje há tantas igrejas que imitam o verdadeiro culto a Deus que muitos dos nossos irmãos estão sendo enganados e seguindo esses falsos profetas. Eles possuem títulos de pastores, possuem altares – o lugar da adoração é idêntico aos nossos – e eles também oferecem seus sacrifícios. O que mais me desperta a atenção é o volume de pessoas que esses falsos adoradores atraem. No tempo de Elias os falsos profetas eram maioria, eram os mais poderosos e influentes na sociedade. Será que hoje é diferente?

Infelizmente, a mesma fraqueza que revelou o povo de Israel, temos visto até hoje. Pessoas que acreditam que o grande volume de pessoas ou profetas em um determinado lugar é símbolo de verdadeiro culto, verdadeiro Deus, verdadeiros profetas, verdadeira adoração. Há muitos que se dizem crentes e estão correndo atrás das multidões! Ainda dizem assim: “Você já observou como a nossa igreja parou de crescer a muito tempo? Você já viu como a igreja “A” “B” ou “C” surgiu ontem e cresce sem parar? Nós estamos no lugar errado! Vamos também para lá! As coisas só acontecem lá! Aqui faz muito tempo que não muda nada!”. Cuidado queridos irmãos, não deixe os seus olhos enganar o seu coração! Não erre da mesma forma como errou a nação de Israel nos dias de Acabe e Jezabel!

Então, quais foram as armas utilizadas pelos profetas de Baal? Lançaram mão da música, das danças e das gritarias. Fizeram um grande movimento! Até se autoflagelaram! Visivelmente eles impressionavam qualquer um. Mas esses movimentos não geraram avivamento. Até quando o povo de Deus vai continuar acreditando em movimentos? Músicas que não adoram a Deus, só trazem emoções ao coração. Danças que, às vezes, mais insinua a sexualidade do que a verdadeira adoração. Há muitas coisas no meio evangélico que só servem mesmo para impressionar. Você vai a um “Show gospel” e fica impressionado com o tamanho do palco, com o jogo de luzes, com a qualidade das imagens, com a qualidade do som e da música, chega a dar arrepios, e o povo grita e pula. Mas depois dessa histeria, voltamos ao mesmo estágio de antes, nossa alma continua clamando por Deus e por um verdadeiro avivamento. Não quero generalizar, há cantores que se utilizam da música para transmitir a Palavra de Deus e ganhar almas para Cristo, onde toda a atenção não deve ser concentrada no homem, mas em Deus, a glória é para Deus.

Quais foram as armas que o profeta Elias utilizou? Diante de tudo aquilo que fizeram os profetas de Baal, o homem de Deus não procurou imitá-los em nada! Pastores, líderes, homens vocacionado para o santo ministério, não reproduzam os movimentos que estão enchendo as igrejas, isso seria um erro, você pode até estar trazendo fogo estranho para dentro da Casa do Senhor! O profeta Elias lançou mão da arma mais poderosa que Deus deixou disponível para o seu povo, Elias utilizou a arma da oração! Poderosa para destronar Satanás do meio do povo de Deus! Glórias a Deus! Na oração se encontra resposta, na oração se revela o poder de Deus, na oração se encontra o verdadeiro avivamento, na oração venceremos os falsos profetas, na oração eliminaremos do nosso meio os falsos profetas! Aleluia! Tem muitos líderes desprezando e esquecendo o poder dessa arma tão poderosa! Tem muitos líderes trocando a oração pelos movimentos! Misericórdia!

O povo de Deus está precisando de homens que ainda saibam o que é o poder da oração. Se você Líder do povo de Deus se apegar a essa arma poderosa, haverá restauração da igreja, haverá quebrantamento de coração, haverá avivamento genuíno! Essa arma é tão importante que o próprio Cristo disse: “Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21:13). Pastores, essa é a marca principal da Igreja do Senhor. Não desprezes essa arma tão poderosa no teu ministério! Através dela Deus vai manifestar o seu poder na tua vida! Glórias a Deus! Chega de movimentos, a igreja precisa de avivamento!

O profeta Elias não permitiu que os profetas de Baal continuassem fazendo grandes estragos no meio do povo de Deus, por isso ele convocou o povo de Deus para elimina-los do meio de Israel, Elias não temeu a grande influência que esses falsos profetas tinham diante da Corte. Queridos líderes, não se conformem e nem tenham medo dos falsos profetas que se levantam em nossos dias, ore a Deus e elimine esses falsos profetas do nosso meio, não tolere eles por serem influentes no meio da igreja, por terem status social privilegiado ou pelo seu nível financeiro elevado. Zele pela saúde espiritual do povo de Deus, esse é o teu chamado! Deus nos abençoe!


LIÇÃO 4 - ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL



LIÇÃO 4 - ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL


TEXTO ÁUREO
"Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada"
(1 Rs 18.21).

VERDADE PRÁTICA
O confronto entre Elias e os profetas de Baal marcou definitivamente a separação entre a verdadeira e a falsa adoração em Israel.


INTRODUÇÃO
O confronto de Elias com os profetas de Baal, conforme narrado no décimo oitavo capítulo do livro de 1 Reis, foi um dos fatos mais significativos da história bíblica.  Mais significativo ainda foi a vitória que o profeta de Tisbe obteve sobre os falsos profetas: significou a continuidade da existência de Israel como povo a quem Deus havia escolhido para cumprir seu propósito salvífico com a humanidade. Nesta lição, estudaremos como o profeta Elias foi usado pelo Senhor para confrontar os falsos profetas com seus falsos deuses, fazendo com que o povo de Deus abandonasse a falsa adoração.



I - CONFRONTANDO OS FALSOS DEUSES

1. Conhecendo o falso deus Baal. Baal era uma divindade cananeia (1 Rs 16.31). Por diversas vezes fizemos referência a esse fato, mas aqui iremos conhecer mais detalhadamente esse falso deus, e assim entender porque ele causava tanto fascínio no mundo cananeu e também em Israel. A palavra Baal significa proprietário, marido ou senhor. Os estudiosos observam que esse nome traz esses significados para demonstrar que a divindade pagã exercia controle e posse não somente sobre o lugar onde se encontrava, mas também sobre as pessoas. Os profetas estavam conscientes de que não se podia admitir tal fato entre o povo de Deus, e por isso levantaram suas vozes em protesto contra a divindade pagã (1 Rs 21.25,26).

2. Identificando a falsa divindade Aserá. A crença cananeia dizia que El seria o deus principal, isto é, o pai dos outros deuses, e Aserá era a deusa-mãe. O texto bíblico de 1 Reis 18.17-19, faz referência a essas duas divindades. A palavra poste-ídolo neste texto é a tradução do termo hebraico `ashera ou Aserá, e mantém o significado de bosque para adoração de ídolos. Aserá, conhecida também como Astarote ou Astarte, era uma deusa ligada à fertilidade humana e animal e também da colheita. No texto bíblico observamos que ela exerceu uma influência grandemente negativa entre o povo de Deus (Jz 2.13, 3.7; 1 Rs 11.33). Assim entendemos o porquê da resistência profética a esse culto.




II - CONFRONTANDO OS FALSOS PROFETAS

1. Profetizavam sob encomenda. Os fatos ocorridos no reinado de Acabe vêm mais uma vez confirmar uma verdade: nenhum sistema é profético, nenhum profeta pertence ao sistema. O texto de 1 Reis 18.19 destaca essa verdade. Os profetas de Baal eram, de fato, profetas, mas comiam da mesa de Jezabel. Eram profetas, mas possuíam seus ministérios alugados para Acabe e sua esposa. Eles profetizavam o que o rei queria ouvir, pois faziam parte do sistema estatal de governo. Nenhum homem de Deus, nem tampouco a igreja, podem ficar comprometidos com qualquer esquema religioso ou político. Se assim o fizerem, perdem suas vozes proféticas (1 Rs 22.13,14).

2. Eram mais numerosos. Acabe e sua esposa, Jezabel, haviam institucionalizado a idolatria no reino do Norte. Baal e Aserá não eram apenas os deuses principais, mas também os oficiais. O culto idólatra estava presente em toda a nação, de norte a sul e de leste a oeste. Dessa forma, para manter a presença da religião pagã na mente do povo, a casa real necessitava de um grande número de falsos profetas. O texto sagrado por diversas vezes destaca esse fato (1 Rs 18.19). E Elias pôs isso em evidência na presença do povo (1 Rs 18.22). Não havia verdade, autenticidade e tampouco qualidade no falso culto, mas apenas quantidade.





III - CONFRONTANDO A FALSA ADORAÇÃO

1. Em que ela imita a verdadeira.  O relato do capítulo 18 de 1 Reis revela que a adoração a Baal possuía rituais que tinham certa semelhança com o ritual hebreu. Usavam altar, havia música, danças e também havia sacrifícios. Elias, porém, sabia que aquela religião falsa, apesar de suas crenças e rituais, jamais conseguiria produzir fogo (1 Rs 18.24). O teste seria, portanto, a produção de fogo! Observamos que os profetas de Baal ficaram grande parte do dia tentando produzir fogo e não conseguiram (1 Rs 18.26-29). Uma das marcas do culto falso é exatamente a tentativa de copiar, ou reproduzir, o verdadeiro. Encontramos ainda hoje dezenas de religiões e seitas tentando produzir fogo santo e não logram qualquer êxito. Somente o verdadeiro culto a Deus faz descer fogo do céu (1 Rs 18.38)

2. No que ela se diferencia da verdadeira. A adoração verdadeira se diferencia da falsa em vários aspectos. O relato do capítulo 18 de 1 Reis destaca alguns que consideramos essenciais. Em primeiro lugar, a adoração verdadeira firma-se na revelação de Deus na história (1 Rs 18.36). Abraão, Isaque e Jacó, foram pessoas reais assim como foram reais as ações de Deus em suas vidas. Em segundo lugar, verdadeira adoração distingue-se também pela participação do adorador no culto. Elias disse: "E que eu sou teu servo" (1 Rs 18.36). A Bíblia diz que Deus procura adoradores (Jo 4.24). Israel havia sido uma nação escolhida pelo Senhor (Êx 19.5). Elias invocou, como servo pertencente a esse povo, os direitos da aliança. Em terceiro lugar, ela diferencia-se pela Palavra de Deus, que é o instrumento usado para concretizar os planos e propósitos de Deus (1 Rs 18.36).





IV - CONFRONTANDO O SINCRETISMO RELIGIOSO ESTATAL
 
1. O perigo do sincretismo religioso. O dicionário da língua portuguesa de Aurélio define o vocábulo sincretismo como "a fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originais". Essa definição ajusta-se bem ao culto judeu no reino do Norte durante o governo de Acabe. A adoração verdadeira havia se misturado com a falsa e o resultado não podia ser mais desastroso. Esse problema da "mistura" do culto hebreu com outras crenças foi uma ameaça bem presente ao longo da história de Israel (Êx 12.38; Ne 13.3). O sincretismo religioso foi uma ameaça, ainda o é e sempre o será. A fé bíblica não pode se misturar com outras crenças!

2. A resposta divina ao sincretismo. O texto sagrado diz que logo após o Senhor ter respondido com fogo a oração de Elias (1 Rs 18.38), o profeta de Tisbe deu instrução ao povo: "Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou" (1 Rs 18.40). Parece uma decisão muito radical, mas não foi. O remédio para extirpar o mal precisava ser tomado. A decisão de Elias não foi tomada por sua própria conta, mas seguia a orientação divina dada pelo Senhor a Moisés. A lei deuteronômica dizia que era necessário destruir todos aqueles que arrastassem o povo de Deus para a idolatria (Dt 13.12-18; 20.12-13).




 
CONCLUSÃO

O desafio do profeta Elias contra os profetas de Baal foi muito além de uma simples luta do bem contra o mal. Ele serviu para demonstrar quem de fato era o Deus verdadeiro e, portanto, merecedor de toda adoração. Foi decisivo para fazer retroceder o coração do povo até então dividido. Mostrou que o pecado deve ser tratado como pecado e que a decisão de extirpá-lo deve ser tomada com firmeza. A luta contra a falsa adoração continua ainda hoje por parte dos que desejam ser fiéis a Deus. Não há como negar que ao nosso redor ecoam ainda os dons advindos de vários cultos falsos, alguns deles travestidos da piedade cristã. Assim como Elias, uma igreja triunfante deve levantar a sua voz a fim de que a verdadeira adoração prevaleça.


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Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. ELIAS E ELISEU, Um ministério de poder para toda a igreja. Lição 4 – Elias e os profetas de Baal. Texto áureo. Verdade prática. Introdução. I – Confrontando os falsos deuses. 1. Conhecendo  o falso deus Baal. 2. Identificando a falsa divindade Aserá. II – Confrontando os falsos profetas. 1. Profetizavam sob encomenda. 2. Eram mais numerosos. III – Confrontando a falsa adoração. 1. Em que ela imita a verdadeira. 2. No que ela se diferencia da verdadeira. IV – Confrontando o sincretismo religioso estatal. 1. O perigo do sincretismo religioso. 2. A resposta divina