Jun 16, 2013

O amargo pode ficar doce


Texto: Êxodo 15:22-27
Introdução: Você conhece alguém que vive reclamando e murmurando de tudo e de todos? Você conhece alguém que só abre a boca para se lamentar e reclamar da sorte? Essas pessoas existem e podem ser encontradas em todos os lugares, até na nossa própria família. São pessoas amargas, doentes e que podem adoecer quem estiver a sua volta. Mas existe remédio para elas. Elas podem se tornar doces, agradáveis e felizes, assim como Deus transformou as águas de Mara, que eram amargas, em água doce.

I. O amargo pode ficar doce se clamarmos a Deus

Quando o povo de Israel, fugindo do Egito, caminhando pelo deserto e já há três dias sem água, chegou a Mara e as águas que encontrou eram amargas, começou a murmurar contra Moisés.
Podemos extrair ensinamentos para as nossas vidas desse relato bíblico e aprendermos que se nos depararmos com uma situação difícil, de nada vai adiantar a gente reclamar ou murmurar contra quem quer que seja. Mas se ao invés de murmurarmos, clamarmos a Deus, a solução virá!
Você está vivendo alguma situação difícil, complicada, amarga?
Saiba que essa situação tem solução e o amargo pode ficar doce se você decidir entregar essa situação a Deus e confiar nEle!

II. O amargo pode ficar doce se obedecermos a Deus

Em meio aquela situação difícil, quando as águas eram amargas, Deus entregou ao Seu povo um estatuto e uma ordenança: “Se ouvires atentamente a voz do Senhor e fizeres o que é reto e guardar todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades...” (Êxodo 15:25-26). Deus entregou ao seu povo o segredo do sucesso e da felicidade que é obedecer a Ele e andar nos Seus retos caminhos! Fazendo assim, todo amargo ficará doce em nossa vida, pois Deus tomará a nossa causa, nos curará e nos salvará!
Convidamos você a entregar a sua vida a Jesus em obediência a Deus e Ele fará da sua vida uma fonte inesgotável de água doce (João 4:13-14)!

III. O amargo pode ficar doce pela cruz de Cristo

“... E o Senhor mostrou-lhe uma árvore e Moisés lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces...” (Êxodo 15:25). Essa árvore nos lembra da cruz de Cristo! E é pela cruz de Cristo que Deus nos cura, nos salva e nos faz novas criaturas. A cruz de Cristo nos transforma, tira todo o nosso amargo e nos faz pessoas doces, alegres e felizes!
A cruz de Cristo, para os que são salvos, é o poder de Deus, mas para os que se perdem, é loucura (I Coríntios 1:18). Decida, agora mesmo, pela fé em Jesus, aceitar o sacrifício que Ele fez na cruz por nós e por você e torne-se uma nova pessoa, uma pessoa alegre, feliz e salva por Jesus!
Conclusão: Seja qual for o amargor da nossa vida, Deus tem poder para transformar todo o nosso amargo em doce! Ele fez isso com as águas amargas de Mara e elas ficaram doces! Ele é o Senhor que nos salva, que nos liberta e nos cura (Êxodo 15:26)!
Entregue a sua vida ao Senhor Jesus agora mesmo! Deixe que Ele transforme todo e qualquer amargo da sua vida em doce! Deixe que Ele te cure e te salve!
Apóstolo Wagner Tenório de Almeida

UNS AOS OUTROS

UNS AOS OUTROS





Referência: 
Romanos 15.5




INTRODUÇÃO 

1. Quanto sofrimento ocorre em nossas igrejas sem que seja percebido? Quantos clamam por ajuda e não são ouvidos? Quão alto é preciso gritar?
2. William Fletcher descreve a cena de um desenho animado. Dois personagens vão ao rio: um caminho à beira do rio (João), o outro debate dentro da água, correnteza à baixo (Pedro).
- João: Você caiu no rio, Pedro?

- Pedro: Que tolo fui eu, não é mesmo?

- João: E o rio, está desconfortável hoje de manhã?

- Pedro: sim, está; é essa umidade, você sabe.

- João: Você precisa ser mais cuidadoso.

- Pedro: Obrigado pelo conselho.

- João: Acho que você está afundando.

- Pedro: João, se não for muito incômodo, você poderia salvar-me? (enquanto está sendo puxado para fora…) – Lamento estar sendo tão importuno).

- João: Não seja tolo, Pedro. Você devia ter falado mais cedo.

3. Como nós somos lerdos para ver a necessidade do irmão. Nós não nos envolvemos. Não estendemos a mão. Somos rasos, periféricos nos nossos relacionamentos. Vivemos isolados. Temos medo que as pessoas descubram nossas fraquezas. Temos medo de nos envolvermos com as pessoas. Não há comunhão. Perdemos de vista que somos uma família, que somos o corpo de Cristo.

4. Ray Stedman disse: “É o partilhar da vida que diferencia um corpo de uma organização”.
5. Paulo na sua carta mais teológica, depois de mostrar a tragédia do pecado, a redenção da cruz, a eleição da graça e a justificação, mostra a partir do capítulo 12 qual é o estilo de vida que esse povo deve ter. Como deve viver. Mostra a necessidade de comunhão. UNS AOS OUTROS é a síntese desse relacionamento.

I. SOMOS MEMBROS UNS DOS OUTROS (Rm 12.5)

1. Embora sendo uma multiplicidade, somos uma unidade. Não vivemos separados uns dos outros. Somos membros do mesmo corpo. Cada membro precisa de todos os outros membros. Cada qual é indispensável para os demais. Pertencemo-nos uns aos outros. Não podemos funcionar nem crescer isolados uns dos outros.

2. O apóstolo Paulo escreve: “Cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo; de quem todo corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Ef 4.15,16).

II. AMAI-VOS CORDIALMENTE UNS AOS OUTROS (Rm 12.20; 13.8)

1. A comunhão exige o amor. Amor que vai além de palavra, além de emoção, amor que se historifica, que se sacrifica, que se envolve, amor que é prático. Amor que supera as diferenças e as indiferenças. Amor que constrói pontes em vez de construir muros.

2. Filostorgoi é amar-nos uns aos outros como amamos os irmãos de sangue, com afeto profundo, de todo o coração. Este amor é a causa da comunhão e resultado da vida eterna: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos, aquele que não ama permanece na morte” (1Jo 3.14).

III. PREFERINDO-VOS EM HONRA UNS AOS OUTROS (Rm 12.10)

1. Preferir em honra é não olhar o irmão com discriminação, com recriminação, com eliminação. É não se julgar mais importante que o outro. É não ver o outro com lentes de diminuição e a nós mesmos com lentes de aumento.

2. É banir da nossa vida toda presunção, toda empáfia, toda mania de grandeza, toda vaidade. Diz Paulo: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual é que é dos outros”.
3. Nossa alegria deve ser ver o outro feliz. A palavra PREFERINDO = “indo à frente como guia”. Que cada um de nós procure liderar o caminho no terreno das emoções honrosas, sendo alavanca, bênção, estímulo, bálsamo na vida do irmão, banindo tudo aquilo que não edifica.

IV. TENDE O MESMO SENTIMENTO UNS PARA COM OS OUTROS (Rm 12.16; 15.5)

1. Nada de nutrir inveja, amargura, ressentimento, ódio. Nada de agasalhar mágoas no coração. Nada de espaço para o azedume sentimental. Nada de nos atolarmos no pântano da autopiedade.

2. Paulo quer destruir todas as setas agudas das acusações maldosas, das desavenças separatistas; ele quer banir todo espírito de isolamento. Somos uma só família, um só rebanho, um só corpo, um só pão, galhos da mesma videira. Temos um mesmo Pai, um mesmo salvador, um mesmo consolador. Temos uma só fé, um só Senhor, uma só esperança. Temos os mesmos propósitos, a mesma missão e vamos morar juntos no mesmo céu.

V. NÃO NOS JULGUEMOS MAIS UNS AOS OUTROS (Rm 14.13)

1. Não somos constituídos juízes dos nossos irmãos. Nossa tarefa não é julgar, mas amar. Paulo nos exorta do perigo do julgamento (Rm 2.1-3). Cristo nos chama a atenção sobre os ricos do julgamento (Mt 7.1-5).

2. Que coisa triste é vermos a igreja se tornando numa comunidade de julgamento, de comentários maldosos, de opiniões carnais, de discriminações descaridosas. Vamos deixar de apontar o dedo, de tentar culpar no outro o erro que deveríamos punir em nós mesmos.

VI. SEGUIMOS AS COUSA DA PAZ E TAMBÉM AS DA EDIDFICAÇÃO DE UNS PARA COM OS OUTROS (Rm 14.19)

1. PAZ = Num mundo de conflito, de relações partidas, de desentendimentos, de nações em guerra, de lares divididos, de vidas arrebentadas pelos conflitos interpessoais, a igreja deve ser a promotora da paz. Ela deve promover a paz. Seus filhos são pacificadores. Onde há interesse na discórdia, na divisão, na separação aí não há evidência do Reino nem da Igreja de Cristo.

2. EDIFICAÇÃO = Meu projeto de vida é buscar o crescimento espiritual do meu irmão. É edificá-lo. É levá-lo à maturidade. Em vez de pedra de tropeço devo ser uma alavanca. Em vez de ser um vinagre na ferida, deve ser bálsamo.

VII. ACOLHEI-VOS UNS AOS OUTROS, COMO TAMBÉM CRISTO NOS ACOLHEU (Rm 15.7)

1. Uma das nossas maiores necessidades é de ACEITAÇÃO. As pessoas têm necessidades vitais de serem acolhidas, aceitas, amadas. A igreja não é um clube, é uma família.

2. A igreja deve ser a comunidade da aceitação. A comunidade acolhedora. Deve receber os inaceitáveis, amar os rejeitados. Cristo comeu com os pecadores, restaurou a vida das prostitutas, perdoou os ladrões. Amou e tocou os leprosos, curou os doentes, libertou os oprimidos.

3. Deus nos acolheu quando estávamos sujos, perdidos e entregues ao nosso pecado; ele nos amou, nos perdoou, nos transformou e nos aceitou. Assim, devemos fazer.

VIII. APTOS PARA VOS ADMOESTARDES UNS AOS OUTROS (Rm 15.14)

1. Admoestar significa proferir uma palavra de estímulo para ajudar a corrigir outro irmão sem provocá-lo ou deixá-lo amargurado.2. ADMOESTAR não é colocar o dedo em riste e desacatar ou proferir palavras de juízo a alguém que já está machucado. Não é esmagar a cana quebrada nem apagar a torcida que fumega. É ungir com o óleo da consolação.

3. Devemos corrigir os mais fracos com espírito de brandura (Gl 6.1). A igreja deve ser a comunidade do aconselhamento mútuo. Deve ser uma comunidade terapêutica. Os evangélicos são o segundo maior grupo freqüentador de um divã psicanalítico. É que tem faltado aconselhamento bíblico regado de amor.

4. Somos capacitados com bondade e conhecimento para fazer esse trabalho.
IX. SAUDAI-VOS UNS AOS OUTROS COM ÓSCULO SANTO (Rm 16.16)

1. O ósculo era uma maneira comum de saudar uns aos outros no Oriente. Era uma maneira de demonstrar afeto. Era também um sinal de homenagem e respeito. Era expressão de amizade.

2. É como hoje você dar um aperto de mão. O que Paulo estabelece é o princípio: Devemos demonstrar afeto aos nossos irmãos. Devemos saudá-los. Devemos mostrar e evidenciar nossa amizade, nosso apreço uns aos outros.

3. Nossas relações não devem ser frias e formais, mas cheias de respeito, afeto e amizade. Nós somos irmãos!
4. Paulo despede-se dos presbíteros de Éfeso e eles se abraçam e se beijam em um lugar público.



AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes